Nota positiva para Fábio Veríssimo no jogo entre Sporting e Alverca. "Nas áreas e nos golos, tudo certo". Apesar de algumas falhas disciplinares, Pedro Henriques louva os 65% de tempo útil de jogo.
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Sporting 3, Alverca 1. Jogo da terceira jornada com apito de Fábio Veríssimo e VAR de João Pinto. Pedro Henriques, Fábio Veríssimo, um árbitro com mais de 200 jogos no nosso campeonato. Não dispensa ainda assim apresentações.
Sim, é um árbitro que fez o jogo 206 na Primeira Liga, fora tudo o resto, Ligas 2, Taças de Portugal, Taça da Liga, etc., e até com algumas finais. É um árbitro que ficou em sexto lugar na época passada, já é internacional há 11 anos, acima de tudo, e com os seus 43 anos, é um árbitro de grande experiência e que é importante nestes jogos de grau de dificuldade média e alta. E foi o que aconteceu hoje.
E logo a começar, ao minuto 16, amarelo para Bojang. Bem, Fábio Veríssimo, ao tirar o cartão?
Cartão amarelo bem mostrado, porque é aquela situação em que o Bojang acaba por estar por trás do Luís Soares e puxa a camisola, vê se a camisola está esticada e insiste e persiste nesse gesto. Além da negligência na infração, é o antidesportivismo, sempre que tu agarras um adversário. Portanto, cartão amarelo bem mostrado.
Ao minuto 17, faltou, na tua opinião, um amarelo para o capitão do Sporting, Max Iara Uru. Acredito que foi por causa de uma mão na cara, Pedro.
Exatamente. Ele estica o braço esquerdo e acaba por acertar, curiosamente é já na zona do pulso, mas acerta em cheio na cara do Vivaldo Semedo. É objetivo no que faz, é negligente. Eu não gosto de utilizar palavras que não estão no vocabulário, como é a palavra intencional, por isso é que a gente utiliza a palavra deliberado, mas aqui percebe-se que há uma intenção de deixar lá a mão, isto é um comportamento incorreto e teria que ser sancionado com cartão amarelo. Eu numa primeira análise também não apercebi, parecia ser sem querer e deduzo que se eu na televisão vi assim, deduzo que o árbitro também tinha tido essa percepção, o abrir do braço e sem querer tocar no adversário, a câmera lenta e depois com outros ângulos percebe-se que não, é mais do que isso. Portanto, era mesmo cartão amarelo.
Temos depois ao minuto 22, amarelo para Geny Catame. Bem mostrado?
Sim, bem mostrado. É uma entrada em salto negligente, acaba por acertar com a sola e com os pitões do seu pé direito no tornozelo direito do Figueiredo, quando ele ia escapar pelo corredor esquerdo, à saída do meio-campo e livre direto que o árbitro assinalou e cartão amarelo exatamente pela entrada negligente.
Ao minuto 26, Pedro, Zero Debast, defesa do Sporting, cai na área do Alverca. Resta saber se escapou aqui alguma coisa, porque o jogo foi sem lance de área, sem pênaltis.
Sim, exatamente porque este lance, curiosamente, aparece a repetição ao minuto 31'20". Percebemos bem que até na própria realização não foi dada muita relevância, mas como há um agarrão na área e é um pontapé de canto a favor do Sporting, a bola ainda por cima vai para o primeiro poste e todo o foco está na trajetória da bola e a bola ir ao primeiro poste onde é aliviada. E isto acontece quase ao segundo poste, portanto afastado. E daí não se dá tanta relevância. É aquela situação típica das marcações e o Yan Lucas acaba mesmo com o braço direito por agarrar o Debast, mas é um agarrão muito rápido e obviamente que o Debast ao sentir aquele agarrão também se deixa cair. Depois até se levanta ele próprio, não protesta. Não é uma questão de protestar ou não protestar que é a falta, mas eu acho que é inconsequente, ou seja, a queda não tem nada a ver com o agarrão. Agora, os jogadores põem-se muito a jeito quando estão a fazer marcações, independentemente da bola não estar lá e agarram os seus adversários. Quando é assim como este, que é rápido, praticamente inconsequente, normalmente não é penalizado, mas às vezes persistem e ficam mesmo atrás do seu adversário a agarrar e depois isso são penalizados com o pênalti. Neste caso, para mim, não há motivo para pontapé de pênaltis.
Temos ainda na primeira parte, ao minuto 39, um amarelo para David Gui do Alverca. Este aqui também saiu bem do bolso do Fábio Veríssimo?
Saiu. É com a perna direita e de sola e com os pitões, acaba por acertar com o pé obviamente, em cheio no peito do pé do Fábio Gonçalves. É aquela entrada fora de tempo, que não é aquele pisão clássico, é meia raspar, por isso também não tem tanto aparato, mas de qualquer maneira acaba por acertar com os pitões e de sola. Estas entradas fora de tempo, nesse aspeto, ou tu tocas na bola ou então a probabilidade de depois acertares no adversário e seres punido pela entrada negligente é sempre muito grande e foi o que aconteceu. Bem mostrado.
E se até aqui Fábio Veríssimo mostrou bem todos os amarelos, já vamos pelo caminho do segundo que, na tua opinião, ficou por mostrar. E foi para Soares do Sporting ao minuto 45 mais um, já no tempo de compensação da primeira parte.
É aquele lance que até chamaram no início da segunda parte para falar sobre ele, porque automaticamente aconteceu este lance, o árbitro apitou, o jogador ficou no chão, o Fábio Veríssimo apitou para acabar a primeira parte, depois a equipe médica entrou e ficou lá a equipe médica a cuidar do Ryan Lucas. Mas depois com a repetição, é aquela situação típica que o Soares tinha contas a ajustar. E assim que aproveitou, tem logo uma entrada com o braço e com o corpo para derrubar completamente o Ryan Lucas, sem qualquer objetivo de jogar a bola, sem qualquer interesse em disputar a mesma, só mesmo para mandar abaixo. Aliás, não esteve bem o árbitro, porque nem sei se ele iria marcar falta ou não, porque automaticamente ele apitou para terminar o jogo, mas esta é uma situação típica de cartão amarelo e o árbitro não mostrou.
Ao minuto 60, Pedro, já na segunda parte, também a envolver Luís Soares, o terceiro gol do Sporting. Podia haver aqui um lance fora de jogo. O jogador até está adiantado face aos defesas do Alverca, só que está no seu meio-campo, não é verdade?
Sim, e esse é um fator importante. Importante no sentido que são certas exceções em que o jogador nunca está fora de jogo, quando recebe a bola no nascimento natural, pontapé de baliza, pontapé de canto, quando está em linha com o penúltimo ou com os dois últimos adversários, quando recebe um passe do colega e está em linha com a bola atrás da linha da bola, e esta última, que é estar no próprio meio-campo. E o jogador no futebol 11, porque depois há o futebol Que conta para se iniciar a ação de possível fora de jogo. E o jogador ao receber o passe, e o momento do passe é conta, no seu próprio meio-campo, nunca está em fora de jogo.
Temos depois ao minuto 72, na área de Alverca, um lance a envolver Boyang, mais uma vez, que já tinha sido amarelado. Havia motivos para falta aqui, Infante?
Não, era questão de mão, era questão de braço. E realmente a bola foi ao braço, ao cotovelo, mas é um remate à queima muito perto. O remate é feito por Luís Suárez, a bola vai bater no cotovelo esquerdo do Yahya Boyang, tem o braço dobrado, junto, está encostado ao corpo, portanto não há aquela questão da volumetria extra, não há motivo para ponto de pé de penalty e portanto tudo certo.
Temos depois ao minuto 75 um amarelo para Essimi da equipa do Alverca que entrou no correr da segunda parte.




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