Em duas decisões nesta quinta-feira (25), a Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou que a repressão do presidente Donald Trump à imigração seguisse adiante, permitindo que o governo tanto expulse alguns migrantes do país quanto recuse a entrada de outros na fronteira com o México. Leia mais (06/25/2026 - 20h27)
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25.jun.2026 às 20h27
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Em duas decisões nesta quinta-feira (25), a Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou que a repressão do presidente Donald Trump à imigração seguisse adiante, permitindo que o governo tanto expulse alguns migrantes do país quanto recuse a entrada de outros na fronteira com o México.
Em conjunto, a maioria conservadora do tribunal sinalizou deferência à capacidade do presidente de definir a política de imigração do país, enquanto se preparam para proferir, nos próximos dias, mais decisões que determinarão quanto poder será concedido a Trump em sua agenda que desafia os limites de atuação presidencial.
Em uma decisão desta quinta, os juízes autorizaram o governo Trump a encerrar as proteções humanitárias que permitiram que centenas de milhares de pessoas do Haiti e da Síria vivessem e trabalhassem legalmente nos EUA.
Trump há muito vem pressionando para encerrar o programa, conhecido como Status de Proteção Temporária (TPS), como parte de seus esforços para restringir a imigração. O programa foi criado pelo Congresso com apoio bipartidário em 1990 para conceder status legal temporário a pessoas cujos países de origem fossem considerados inseguros devido a guerras, desastres naturais ou outras crises.
A decisão da corte, por 6 votos a 3 —dividida por linhas ideológicas—, abre caminho para a possível deportação de 350 mil haitianos e 6.100 sírios, e provavelmente terá implicações para os titulares do TPS de outros países.
A capacidade do governo de expulsar rapidamente indivíduos que antes tinham proteções dependerá do fato de eles já terem ordens de deportação pendentes. Em muitos casos, os titulares do TPS não receberam tais ordens, o que lhes dará alguma possibilidade de contestar sua remoção.
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Em uma decisão separada, também dividida em 6 a 3, com os juízes progressistas discordando, a Suprema Corte afirmou que o governo Trump pode recusar a entrada de migrantes que buscam asilo na fronteira entre os EUA e o México, impedindo-os fisicamente de cruzar para os EUA enquanto buscam proteção contra perseguição.
O governo havia solicitado ao tribunal que permitisse a retomada da política, utilizada pela primeira vez em 2016. Sob essa chamada "política de repulsão", o governo impedia que requerentes de asilo pisassem em solo americano, onde a lei federal lhes daria o direito de solicitar asilo e receber proteção.
Na próxima segunda-feira (29), espera-se que os juízes anunciem mais um conjunto de pareceres, e o presidente vem se preparando para uma provável derrota quando a Suprema Corte se pronunciar sobre a legalidade de sua tentativa de acabar com a garantia da cidadania por direito de nascimento para bebês nascidos nos EUA de imigrantes em situação ilegal.
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Defensores dos imigrantes denunciaram as decisões desta quinta como grandes desvios do longo histórico do país de oferecer refúgio a imigrantes que fogem da perseguição e de condições inseguras.
O governo, por outro lado, considerou as decisões uma confirmação de seus esforços. "O T em TPS significa TEMPORÁRIO, mas muitas dessas designações se tornaram, de fato, uma anistia", afirmou James Percival, consultor jurídico geral do Departamento de Segurança Interna, nas redes sociais. "Esta é uma vitória para o Estado de Direito e o bom senso."


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