A entrega será gradual e está prevista para começar em outubro. Ao todo, serão beneficiados cerca de 1,9 mil pacientes

Três novos medicamentos de alta tecnologia serão disponibilizados: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe - (crédito: Divulgação Ministério da Saúde ) Buscando ampliar e qualificar o cuidado às pessoas com câncer de pulmão, o Ministério da Saúde vai disponibilizar três novos medicamentos de alta tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS): brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (31/8).

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De acordo com a pasta, os tratamentos, alguns deles com mais de 12 anos de espera, serão financiados a partir da implementação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), programa do governo federal. Ao todo, serão beneficiados cerca de 1,9 mil pacientes. 

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A oferta será efetivada de acordo com as negociações com fornecedores e características operacionais de cada tecnologia, com previsão de entrega gradual a partir de outubro.

Entre os medicamentos disponibilizados estão duas terapias-alvo orais (brigatinibe e gefitinibe), que atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas. A administração pode ser feita na casa do paciente com menor incidência de eventos adversos, proporcionando maior conforto em comparação aos demais esquemas convencionais de quimioterapia. Juntos, os medicamentos custam mais de R$ 604,2 mil por ano na rede privada. 

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Já o durvalumabe é uma imunoterapia que estimula e potencializa a capacidade do sistema imunológico de combater os tumores cancerígenos, sendo indicado para pessoas com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser tratadas com cirurgia. O tratamento é conhecido por demonstrar ganhos na sobrevida global dos pacientes e pode custar mais de R$ 643 mil por ano na rede privada. 

Serão ofertados, por meio da AF-Onco, 23 medicamentos oncológicos de alto custo, ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública e contemplando novas tecnologias e a expansão de indicações de uso.

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Segundo o ministério, a iniciativa amplia a equidade no acesso às tecnologias em todo o país, fortalece a continuidade do cuidado e segurança aos pacientes. Além disso, a pasta estima que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela política, com orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões, financiado pela União.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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Estagiário da editoria de Política, Economia e Brasil. Estudante de jornalismo do Ceub. Gosto também de Esportes. Pretendo participar de grandes coberturas, como uma Olimpíada.