O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem gravações amanhã com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, na capital paulista. "Amanhã a gente vai fazer gravação em conjunto, vamos participar de eventos conjun…
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem gravações previstas para esta quarta-feira (23) com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), na capital paulista. "Amanhã a gente vai fazer gravação em conjunto, vamos participar de eventos conjuntos, e já se preparando para, num eventual segundo turno, entrar com bastante potência na campanha dele", disse Tarcísio a jornalistas, após visita a uma estação de tratamento de esgoto em Barueri.
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A agenda de Flávio divulgada pela campanha prevê para esta quarta-feira reuniões internas e gravações, sem agendas públicas. Nesta terça-feira (22), o senador está em compromissos no Maranhão. A aliança com Tarcísio é considerada estratégica para o presidenciável, que busca superar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação no Estado de São Paulo.
O horário da gravação não foi divulgado, mas ela deve ocorrer pela manhã. O governador tem uma série de compromissos de campanha previstos ao longo do dia, nas cidades de Capivari e Piracicaba. As cenas deverão ir para o horário eleitoral de Flávio. O governador já tinha aparecido no programa do presidenciável convidando o público para o ato de 7 de Setembro na avenida Paulista, mas a imagem tinha sido gravada à parte e foi exibida junto a depoimentos de outras figuras da direita, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Segundo Tarcísio, que lidera a corrida estadual com chance de vitória já no primeiro turno sobre o adversário Fernando Haddad (PT), a prioridade da campanha de Flávio na reta final antes do primeiro turno deve ser o contato direto com o eleitor, aproveitando o que chamou de "afloramento" do antipetismo, diante de problemas que associou ao governo Lula.
"Na reta final, [o objetivo] é mostrar a situação que a gente está vivendo hoje para o eleitor. Isso vai ser feito no corpo a corpo, nas atividades. É uma situação onde o brasileiro tem endividamento, as famílias estão passando dificuldade, o carrinho do supermercado está mais vazio. A gente tem uma confusão institucional. O governo federal atual não foi capaz de pacificar o país, muito pelo contrário. Existe a volta da corrupção, o risco institucional voltou a ser uma preocupação forte, e eu acho que a gente tem condição de mudar isso", disse o governador.
"Quando a gente fala com as pessoas, percebe um desejo de mudança. Existe um antipetismo muito forte aflorando, e a gente pretende mostrar para as pessoas que tem um caminho, uma alternativa diferente, de mais respeito às contas, de menor taxa de juros, de menos endividamento, de mais harmonia federativa, de mais harmonia institucional. É isso que a gente quer. Está todo mundo insatisfeito. A gente pode muito mais do que a gente tem hoje. É isso o que a gente vai procurar mostrar para o eleitor na reta final", acrescentou.
Flávio, com 42%, e Lula, com 41%, estão empatados em eventual segundo turno da disputa presidencial, segundo pesquisa Quaest divulgada ontem. No levantamento da semana passada, Flávio aparecia com os mesmos 42%, enquanto Lula marcava 40%. Em cenário de primeiro turno, o presidente alcança 37%, e o senador, 33%, com um empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais.
Tarcísio adotou uma postura cautelosa em relação a Flávio no início da campanha, dividindo palanque com ele em eventos como as convenções partidárias, mas evitando uma associação direta, sob a orientação de estrategistas que avaliavam os riscos para sua campanha no Estado. Uma das questões apontadas foram problemas enfrentados pelo senador, como a revelação de sua troca de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com pedidos de financiamento para o filme "Dark Horse".
Em agosto, após estrear no horário eleitoral sem menções ao presidenciável que apoia, Tarcísio afirmou que ainda teria a oportunidade de gravar com o senador e que um participaria da propaganda do outro.
Na avaliação de interlocutores do governador, em conversas reservadas, era Flávio quem precisava mais de Tarcísio do que o contrário — já que o governador sempre ostentou vantagem sobre os rivais e chance de vitória em primeiro turno. A expectativa é que, com o senador se mostrando competitivo contra Lula, o aliado entre em campo para fortalecer o discurso contra a reeleição do PT.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada no dia 11, Tarcísio tem 49% das intenções de voto na disputa ao governo, enquanto Haddad soma 29%, no cenário de primeiro turno. Quando o instituto considera apenas os votos válidos (sem os nulos e votos os em branco), Tarcísio teria 56%, ante 32% de Haddad, resultado que garantiria a vitória do atual governador já na primeira volta do pleito.
Em relação à rodada anterior, divulgada em 21 de agosto, Tarcísio avançou 4 pontos percentuais, saindo de 45% para 49%. Haddad oscilou de 27% para 29%. A diferença entre os dois, que era de 18 pontos, agora chega a 20 pontos percentuais. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Na terça-feira, Flávio fez campanha no Maranhão, onde reforçou críticas ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que já foi governador do Estado. O presidenciável do PL acusou o magistrado de usar a investigação sobre emendas parlamentares para atingir adversários políticos. “Vamos ter vergonha na cara e seja juiz, deixe de ser um militante na Suprema Corte”, disse Flávio após um comício na capital São Luís.
Além do inquérito sobre emendas parlamentares, Dino também é relator de um inquérito que apura o uso de recursos desviados de emendas parlamentares para financiar “Dark Horse”. Por conta disso, Flávio também já acusou o ministro de atuar politicamente na condução dessas investigações, especialmente após ele autorizar operação de busca e apreensão contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que pertence ao grupo político bolsonarista




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