Feira em Belo Horizonte reúne mais de 750 estandes e transforma minerais críticos, inovação e atração de investimentos em temas centrais
Belo Horizonte – A capital mineira se transforma em um dos principais pontos de encontro da mineração mundial. A Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram 2026), realizada no Expominas, reúne empresas, investidores, pesquisadores, autoridades e profissionais do setor para discutir tecnologia, sustentabilidade, novos negócios e os caminhos da mineração diante da transição energética.
Em sua maior edição, a feira ocupa mais de 17 mil metros quadrados, reúne mais de 750 estandes e tem expectativa de receber mais de 80 mil visitantes até quinta-feira (27/8). Organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o evento também marca os 50 anos da entidade.
Entre máquinas de grande porte, equipamentos, softwares, soluções de automação e tecnologias voltadas à redução de emissões, um assunto ganhou espaço estratégico: os minerais críticos, especialmente as terras raras. O tema aparece tanto na programação técnica quanto nas discussões sobre investimentos e na presença de empresas interessadas em projetos brasileiros.
Confira a programação da EXPOSIBRAM 2026.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Minas no centro de um novo ciclo mineral As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos utilizados em produtos e tecnologias considerados estratégicos para a economia contemporânea.
Ímãs permanentes de alto desempenho, motores elétricos, equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas e diversas aplicações de alta tecnologia dependem de elementos desse grupo.
O interesse econômico está relacionado não apenas à existência das reservas, mas à capacidade de transformar o minério em produtos de maior valor agregado. É justamente nesse ponto que o Brasil enfrenta um dos seus principais desafios: o país possui recursos expressivos, mas ainda tem participação pequena na produção mundial e, principalmente, nas etapas de processamento e transformação.
Segundo o Sumário Mineral Brasileiro 2025, da Agência Nacional de Mineração (ANM), o Brasil possuía, em 2024, cerca de 11,4 milhões de toneladas de reservas de terras raras contidas, equivalentes a 13,9% das reservas mundiais. O país aparecia atrás apenas da China, que concentrava 44 milhões de toneladas.
Já um novo estudo mostra que as reservas nacionais cresceram após uma revisão feita em 2025 pelo U.S. Mineral Commodity Summaries. China, com 49%, e Brasil, com 23%, lideram com folga, bem à frente da Índia, em terceiro, com 7,7%. Oito países respondem por 98% das reservas de elementos de terras raras (ETR).
No território nacional, depósitos estão associados a diferentes formações geológicas. Entre as áreas citadas pela ANM estão Araxá, Poços de Caldas e Tapira, em Minas Gerais; Catalão e Minaçu, em Goiás; além de ocorrências em São Paulo, Amazonas, Rio de Janeiro e outros estados.
Apesar do potencial, a produção brasileira ainda é pequena. Em 2024, a produção beneficiada de concentrado de terras raras passou a contar com o início das operações da Serra Verde, em Minaçu (GO), enquanto Minas Gerais permanece como uma das áreas mais importantes na fronteira de pesquisa, desenvolvimento e futuros projetos.
Entre máquinas de grande porte, equipamentos, softwares, soluções de automação e tecnologias voltadas à redução de emissões, um assunto ganhou espaço estratégico: os minerais críticos, especialmente as terras raras
A feira apresenta carregadeiras híbridas, equipamentos de grande porte, soluções digitais, tecnologias de economia circular, biocombustíveis e ferramentas de realidade aumentada
Segundo o Sumário Mineral Brasileiro 2025, da Agência Nacional de Mineração (ANM), o Brasil possuía, em 2024, cerca de 11,4 milhões de toneladas de reservas de terras raras contidas
A discussão sobre terras raras na Exposibram ocorre em um momento em que governos e empresas buscam reduzir a dependência de cadeias concentradas em poucos países
O desafio de agregar valor ao minério também aparece nas negociações envolvendo empresas estrangeiras e companhias brasileiras
A proposta é aproximar capital estrangeiro de empreendimentos que envolvam não apenas exploração, mas também transformação mineral e agregação de valor
Feira em Belo Horizonte reúne mais de 750 estandes
Em sua maior edição, a feira ocupa mais de 17 mil metros quadrados, reúne mais de 750 estandes e tem expectativa de receber mais de 80 mil visitantes
O interesse econômico está relacionado não apenas à existência das reservas, mas à capacidade de transformar o minério em produtos de maior valor agregado




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário