Sequência de tremores na Venezuela, Colômbia, Espanha, Indonésia e Filipinas reacende debate sobre aumento da atividade sísmica no mundo
O ano de 2026 tem sido marcado por uma sequência de terremotos ao redor do mundo. Os tremores repentinos são causados por falhas geológicas e pelo atrito entre placas tectônicas, que provocam a liberação de energia acumulada.
O fenômeno mais recente ocorreu em Granada, na Espanha, nesta terça-feira (18). A região da Península Ibérica está entre as placas Euroasiática e Africana.
O Brasil, por sua vez, se localiza no centro da Placa Sul-Americana, e não próximo às placas de Nazca e do Caribe, como é o caso da Colômbia e da Venezuela, respectivamente.
José Alexandre Nogueira, sismólogo do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), explica que isso torna a presença do fenômeno no território brasileiro improvável, mas não impossível.
No entanto, segundo Nogueira, estados como Minas Gerais podem sentir reflexos de terremotos em outros países devido à propagação das ondas sísmicas pelo solo.
As vibrações balançam objetos, janelas e estruturas.
Ao todo, o Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou 1.254 tremores entre 5 e 7,9 de magnitude até meados de agosto.
Segundo o especialista, o número está dentro do esperado para este ano. O que pode estar acontecendo é uma maior divulgação.
Nogueira destaca que, por ano, a média é de 14 terremotos de magnitude igual ou superior a 7. Em 2026, foram cerca de 11 terremotos, indicando que este ano pode estar ligeiramente acima da média. No entanto, o especialista ressalva que isso não indica aumento da atividade sísmica; são variações normais. Em 2010, compara ele, foram 24 terremotos de magnitude 7.
Apesar dos estudos feitos na área, os eventos ainda são imprevisíveis e não há dados que indiquem uma correlação entre eles.
*Estagiária sob supervisão




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