Análise: 'The Legend of Zelda' faz 40 anos influenciando gerações de games e jogadores
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Poucas franquias de videogame atravessaram quatro décadas, e "The Legend of Zelda" não apenas sobreviveu às mudanças da indústria como ajudou a defini-las. Desde 1986, a série da Nintendo estabeleceu referências para jogos de aventura e RPG e, em diferentes momentos, mudou a maneira como jogadores exploram mundos virtuais.
Aos 40 anos, continua influenciando produções que vieram depois dela e reunindo fãs de diferentes gerações. Parte dessa longevidade está na disposição da dona do Mario de alterar a fórmula. Os jogos mantêm personagens, símbolos e elementos recorrentes, mas raramente repetem a mesma experiência.
Link continua sendo o herói e Zelda segue ligada ao destino de Hyrule, mas o que muda é a maneira como esses elementos são colocados à disposição do jogador.
E mesmo remexendo o passado, o jogo volta renovado. A Nintendo anunciou nesta terça-feira (9), durante uma Nintendo Direct específica para 'Zelda', que marcou o lançamento de "Ocarina of Time Remake', com visual reformulado, vozes completas e novos recursos, para o dia 5 de novembro.
É possível notar a importância que "Zelda" tem não apenas nos games, mas também na cultura com alguns dos principais lançamentos da franquia.
"Ocarina of Time", lançado em 1998 para Nintendo 64, foi uma das produções que mais simbolizou a capacidade de transformação da série de games. Ao levar a franquia para o 3D, a Nintendo precisou repensar exploração, combate e navegação em um espaço tridimensional.
O resultado se tornou uma referência para jogos de aventura e ajudou a estabelecer convenções que seriam reproduzidas por outros estúdios nos anos seguintes.
Logo depois, "Majora's Mask" aproveitou parte da estrutura de "Ocarina of Time" para seguir em outra direção. A ameaça de uma lua prestes a cair sobre o mundo, o limite de tempo e uma atmosfera mais melancólica fizeram do jogo uma experiência incomum dentro da própria Nintendo.
Era uma série conhecida por aventura e fantasia encontrando espaço para falar também de perda, medo e passagem do tempo.
A mudança voltou a aparecer em "Twilight Princess", de 2006. O visual mais realista, a ambientação sombria e a narrativa de tom mais sério aproximaram a série de um público que havia crescido jogando Zelda. O título mostrava que a franquia podia amadurecer com seus jogadores sem abandonar os elementos que a tornaram reconhecível.
Mais de dez anos depois, "Breath of the Wild" fez uma mudança ainda mais radical, seguida por "Tears of the Kingdom". O jogo deixou de tratar o mundo como um caminho com linearidade e outra e transformou Hyrule no principal espaço de descoberta. Mais do que isso, conseguiu compatibilizar o game às gerações atuais de consoles, com muito poder de processamento e capacidade de reproduzir grandes conteúdos.
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O mapa podia ser percorrido praticamente em qualquer direção, enquanto sistemas de física, clima e interação entre objetos permitiam ao jogador encontrar soluções que não estavam necessariamente previstas como uma única resposta. A liberdade de exploração virou parte da própria linguagem do jogo.




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