As reflexões de um dos líderes da equipe de Ancelotti sobre o papel dos atletas dentro e fora de campo
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Danilo, lateral da seleção e do Flamengo, compartilha em entrevista exclusiva à VEJA sua visão sobre carreira, a imagem do jogador de futebol e o futuro. Conheça as reflexões do atleta que desmistifica estereótipos, revela o sonho de jogar no Flamengo e discute a qualidade do futebol brasileiro e seus projetos sociais.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O jogador Danilo assumiu a titularidade da lateral-direita da seleção brasileira na Copa do Mundo após lesão de Éder Militão e Wesley. O primeiro confirmado por Ancelotti na lista final de convocados para o Mundial é uma peça-coringa porque pode atuar nas quatro posições da defesa, mas também elogiado pelo treinador por sua postura de liderança dentro do elenco. Em entrevista a VEJA, o jogador do Flamengo falou sobre a carreira, o sucesso de um atleta no futebol e a vida depois que se aposentar.
“Existe um estereótipo que eu não gosto, mas entendo que a gente ajuda a construir. Do meu lado, quero mostrar às novas gerações que jogador bem-sucedido não precisa estar em site de fofoca, dirigindo carrões ou no centro de polêmicas. Despertei para isso uns dez anos atrás. Comecei a ler e esse é um caminho sem volta. Não é só chegar em casa e jogar videogame.”
O retorno ao futebol brasileiro
“Não queria envelhecer em campo longe do meu país. E também me atraía viver a experiência no Flamengo. Sou flamenguista e era um sonho de criança, uma obsessão.”
Por que mais jogadores estão voltando
“Dificilmente jogadores de nível mundial viriam competir no Brasil se não houvesse uma estrutura física interessante, com profissionais de qualidade. Temos ainda um produto muito forte, que é o Campeonato Brasileiro.”
Gramado sintético e cumprimento das regras
“Ainda falta seriedade no cumprimento das regras, como acontece na discussão entre o gramado natural e o sintético, que nem deveria ser usado. É preciso haver punição a quem descumprir as normas. Na Premier League, da Inglaterra, ou você tem o gramado em condições mínimas, ou simplesmente não há jogo. E o clube que desobedece perde pontos. A solução passa por aí.”
“Passei por um momento de grande desânimo na pandemia. Me sentia péssimo com o tanto de notícias ruins e queria ter histórias legais para contar. Aí veio a ideia da Voz Futura, uma plataforma que se divide entre entretenimento e educação. Sim, sou um jogador que gosta de escrever textos e fazer reflexões.”
A vida depois do futebol
“Gosto do jogo, dos movimentos táticos e da estratégia, mas a parte dos cartolas não me desperta paixão. Uma ideia é ter um programa na TV, sair pelo Brasil entrevistando gente, e cursar psicologia. Adoro ter contato com a cabeça de outras pessoas.”
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