O tom “hawkish” (conservador sobre a política monetária) do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e de seu presidente, Kevin Warsh, pressiona os ativos globais na tarde desta quarta-feira. Warsh reforçou a jornalistas, em coletiva após a decisão de…
O tom “hawkish” (conservador sobre a política monetária) do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e de seu presidente, Kevin Warsh, pressiona os ativos globais na tarde desta quarta-feira. Warsh reforçou a jornalistas, em coletiva após a decisão de alta de 0,25 ponto percentual nos Fed funds, que a votação unânime do colegiado mostra a determinação do Fed em atingir a meta de inflação. Além disso, a autoridade reconhece que a atividade econômica está bem, assim como o mercado de trabalho, enquanto a inflação segue acima a meta há mais de cinco anos.
Diante disso, o rendimento do título do Tesouro americano de dois anos chama atenção, uma vez que mais cedo recuava e agora avança, saindo de 4,671% do fechamento de ontem para 4,723%. Já o retorno do papel de dez anos recuava, de 5,006% para 5,000%.
Os juros futuros no Brasil acompanharam o movimento dos Treasuries americanos e passaram a subir na ponta curta da curva a termo, ao passo que as taxas de longo prazo recuam em menor intensidade. No horário mencionado anteriormente, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2028 subia de 13,655% a 13,67%; a do DI de janeiro de 2029 tinha leve queda de 13,925% para 13,905%; e a do DI de janeiro de 2031 recuava de 14,20% a 14,12%.
No mercado de câmbio, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, apreciava 0,54%, aos 100,161 pontos. Apesar disso, o real brasileiro seguia relativamente bem neste ambiente de aversão a risco global. Por aqui, o dólar comercial apreciava 0,10%, a R$ 5,1592. A moeda brasileira segue entre as oito divisas mais fortes do dia, das 33 mais líquidas.
As bolsas globais ficaram mais pressionadas, com o índice Dow Jones abandonando a estabilidade de antes da decisão para um recuo de quase 1%, enquanto o S&P 500, que valorizava 0,30% mais cedo, agora cai 0,38%. Já o Nasdaq abandonou uma alta de 0,59% para rondar a estabilidade, com viés de queda. No Brasil, o Ibovespa recuava 0,09% antes da decisão e agora cai 0,81%, aos 184.989 pontos.




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