Evento ocorre durante o mês do Orgulho LGBTQIA+ na cidade de Seattle, nos EUA

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Com autorização da Fifa, torcedores que foram assistir ao duelo entre Egito e Irã, na madrugada deste sábado (27), puderam levar bandeiras arco-íris ao estádio Lumen Field, em Seattle (EUA).

A partida, válida pelo Grupo G, foi batizada de Jogo do Orgulho pelo comitê organizador local de Seattle porque está sendo realizada durante o fim de semana do Orgulho LGBTQIA+ na cidade.

Egito e Irã chegaram a protestar após o sorteio, em dezembro, com a Federação de Futebol do Egito afirmando que tais eventos conflitam com seus valores culturais e religiosos.

Na quarta-feira (24), o site The Athletic, braço esportivo do The New York Times, citou a Federação Iraniana de Futebol dizendo: "Nenhuma cerimônia ou atividade promocional associada a esse movimento deve estar presente dentro do estádio".

A Fifa, no entanto, afirmou que a Copa do Mundo é "um evento inclusivo que acolhe pessoas de todas as origens" e que bandeiras arco-íris são permitidas no estádio.

Assim, alguns poucos torcedores exibiram suas bandeiras do orgulho LGBTQIA+ nas arquibancadas, mas o foco central continuou sendo a Copa.

Uma das bandeiras mostradas era do clube Seattle Reign FC (futebol feminino), que é um dos organizadores do mês do orgulho.

Juntamente com o Seattle Sounders FC e a Starbucks, o Seattle Reign costuma erguer uma bandeira gigante do Orgulho Progressista acima do estádio Lumen Field para dar o pontapé inicial às celebrações.

Além dos torcedores que entraram com as bandeiras arco-íris, também houve quem protestasse contra a autorização da Fifa.

Do lado de fora do estádio, um caminhão foi estacionado com uma mensagem à entidade pintada na lateral: "Fifa: Sem agenda LGBT. Deixe o futebol ser futebol".

A poucos quarteirões de Capitol Hill, o bairro de Seattle conhecido por sua vibrante comunidade LGBTQIA+, a multidão lotada na praça Pioneer estava em grande parte focada em celebrar os jogos da Copa do Mundo em telões e em bares e restaurantes.

A atmosfera do lado de fora do estádio era muito mais politizada.

Duas horas antes do início da partida, uma marcha programada tomou a avenida Ocidental, em frente ao estádio, em apoio a Reza Pahlavi, um proeminente dissidente da República Islâmica do Irã.

Centenas de apoiadores de uma mudança de regime no Irã marcharam pacificamente, interrompidos apenas por evangelistas com microfones, enquanto o pessoal de segurança marcava presença sem intervir.