O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo ) determinou a retirada de um vídeo em que o humorista Paulo Souza se refere à deputada federal Erika Hilton como "homem vestido de mulher" e faz uma insinuação sexual ao dizer que ela gostaria que dessem "um pau" nela. No mesmo vídeo, ele pede votos para o candidato Lucas Pavanato ( PL ). Leia mais (09/22/2026 - 14h03)
Mônica Bergamo é jornalista e colunista
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Diego Alejandro O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) determinou a retirada de um vídeo em que o humorista Paulo Souza se refere à deputada federal Erika Hilton como "homem vestido de mulher" e faz uma insinuação sexual ao dizer que ela gostaria que dessem "um pau" nela. No mesmo vídeo, ele pede votos para o candidato Lucas Pavanato (PL).
A Meta, dona do Instagram, removeu a publicação após ser intimada. A liminar da juíza Domitila Manssur previa multa de R$ 1.000 por dia, até R$ 50 mil.
Publicado no domingo (20), o vídeo reage a declaração de Erika Hilton sobre a disputa por vagas na Câmara em São Paulo. Souza, de roupas femininas e maquiagem, intercala falas próprias e trechos da parlamentar como se conversassem.
Em um dos trechos, Souza afirma: "homem vestido de mulher pedindo voto, a gente até acha uma boa ideia". Ao final do vídeo, repete a expressão e diz: "se for para ouvir conselho de homem vestido de mulher sobre quem votar, segue o meu: Lucas Pavanato."
Depois, Souza diz que "a partir de agora não se trata só do Lucas Pavanato ser eleito. Se trata dele dar um pau na Erika Hilton. Não, peraí, isso ela vai gostar. Se trata de garantir que ele vai ser o federal mais votado de São Paulo."
Na decisão, a juíza afirma que críticas políticas, humor, ironia e sátira são protegidos pela liberdade de expressão e que favorecer Pavanato ou criticar Erika não justificaria a retirada do vídeo.
O entendimento foi diferente em relação à expressão "homem vestido de mulher". Para a juíza, a fala não trata de propostas, mandato ou posições políticas de Erika. Na avaliação registrada na decisão, a expressão nega a identidade de gênero afirmada pela deputada e a utiliza como elemento para desqualificá-la perante o eleitorado.
A juíza disse que "dar um pau" poderia aludir a derrota nas urnas, mas "isso ela vai gostar" lhe dá conotação sexual. Com as referências à identidade de gênero, as falas desqualificam a deputada por sua sexualidade.




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