O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou hoje um artigo que diz que a eleição no Brasil será o seu próximo desafio.O que aconteceuTexto compartilhado na Truth Social por Trump diz que as atenções agora se voltam para o Brasil, "

Ouvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou hoje um artigo que diz que a eleição no Brasil será o seu próximo desafio.

Texto compartilhado na Truth Social por Trump diz que as atenções agora se voltam para o Brasil, "a potência política da região". A publicação, do site americano NewsMax, destaca que a próxima eleição presidencial brasileira poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério.

O texto ressalta que ainda faltam quatro grandes desafios para Trump. Na análise, os países citados são Cuba, Nicarágua, Venezuela e Brasil. "A eleição já está gerando intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e se a disputa será conduzida de maneira considerada livre e justa por todos os lados", diz um trecho do artigo.

"Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente", segundo o texto compartilhado pelo republicano. "Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década", continua o artigo.

Trump se encontrou com o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas, no mês passado. O petista visitou a Casa Branca e ambos disseram, pelas redes sociais, que a reunião foi "muito produtiva".

O presidente também recebeu Flávio em maio, mas só postou uma foto com ele no início de junho. Isso aconteceu horas após nova proposta de tarifaço —o senador afirma que pediu "expressamente" ao governo para não taxar as empresas brasileiras. Em coletiva de imprensa após o encontro, Flávio disse que pediu a Trump para que o PCC e o CV fossem classificados como organizações terroristas, o que de fato aconteceu.

Republicano também afirmou que o Brasil se tornou "um pouco difícil" e "politicamente perigoso". Na última quarta-feira, ele relatou ter passado bastante tempo com o petista na cúpula do G7. As declarações aconteceram em uma coletiva de imprensa após ser questionado por uma repórter se havia se encontrado com o líder brasileiro para conversas em Evian, na França.

Americano não especificou, no entanto, temas debatidos com Lula. Jornalista havia perguntado se os dois presidentes debateram sobre tarifas e designações de facções brasileiras como terroristas —que gerou uma crise diplomática entre os governos.

Trump disse que o Brasil tem se tornado "perigoso politicamente". "O país se tornou um pouco conturbado politicamente, um pouco perigoso", falou.

O americano também lamentou, incorretamente, a suposta prisão de "Bolsonaro Júnior". A fala aparenta ser uma referência à decisão do STF que condenou Eduardo Bolsonaro à prisão por coação no curso do processo da trama golpista. O ex-deputado, no entanto, segue livre vivendo nos EUA. Ele também confundiu Eduardo Flávio.

O presidente brasileiro também defendeu o processo eleitoral brasileiro. "Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas", disse.

"Se ele [Trump] conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o Brasil", afirmou Lula. "Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema - é um problema dele afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil", acrescentou.

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