O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , disse nesta sexta-feira (25) que acredita que Washington e Pequim "vão fazer grandes coisas" após discutir a guerra no Irã com o dirigente da China , Xi Jinping , durante a visita de Estado do líder chinês a Washington . Leia mais (09/25/2026 - 14h55)

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25.set.2026 às 14h55 Atualizado: 25.set.2026 às 19h29

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Washington | Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (25), após discutir a guerra no Irã com o dirigente da China, Xi Jinping, que acredita que Washington e Pequim "vão fazer grandes coisas".

Xi encerrou nesta sexta a visita de Estado a Washington. O embaixador dos EUA na China, David Perdue, disse em uma entrevista à rede CNBC que Trump reiterou ao líder chinês que o apoio direto ou indireto ao Irã era "totalmente inaceitável".

Questionado depois pela Fox News se isso significava que a China deixaria de ajudar o Irã, o embaixador disse que Pequim deu garantias a Washington. "Já vimos avanços nesse sentido. Esse é o compromisso. Eles nos garantiram ontem que não estão fazendo isso", afirmou Perdue.

Trump e Xi não responderam a perguntas de jornalistas durante a visita de Estado de três dias a Washington. Segundo o americano, os dois vão se encontrar novamente na China em novembro e depois em dezembro, na cúpula do G20, na Flórida.

No início deste mês, Trump minimizou uma reportagem segundo a qual o Irã havia obtido, de entidades chinesas, imagens de satélite de uma base na Jordânia antes de um ataque que matou três soldados americanos no local, em julho.

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"Basicamente, eles fazem o que nós fazemos", disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One em 13 de setembro. "Quando dizem que a China espiona a gente, eu digo: vocês estão certos, e nós também espionamos eles."

A agência Reuters relatou ainda, em julho, que o Irã esperava receber um primeiro carregamento de lançadores de mísseis de defesa-aérea individuais fabricados pela China. Além disso, segundo cinco pessoas à par do assunto disseram à Reuters, Teerã tem usado a venda de seu petróleo em arranjos com Pequim para driblar sanções impostas pelos EUA.

Segundo um funcionário do regime persa afirmou à agência Reuters, autoridades chinesas asseguraram Teerã de que Pequim não iria limitar seus laços econômicos, políticos ou militares com o Irã após o encontro entre Xi e Trump.

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Em uma entrevista coletiva na ONU nesta quinta, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o Irã havia proposto um plano de sete dias aos EUA para encerrar o conflito e reabrir o estreito de Hormuz, a principal pedra no sapato de Washington desde o início da guerra.

Uma autoridade americana a par das negociações disse que o governo vinha mantendo conversas positivas e construtivas por meio de mediadores, mas que os EUA não se precipitariam para fechar um acordo.

Há sinais, portanto, de que as conversas continuam apesar do impasse. Entretanto, Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pintaram com tons bastante agressivos seus discursos na ONU. O americano disse que precisava decidir entre negociar com o Irã ou aniquilar o país, e o iraniano chamou o governo dos EUA de terrorista.