O presidente Donald Trump acusou falsamente nesta quarta-feira os democratas de serem lenientes com o crime e de abraçarem o comunismo durante um ato de campanha na Carolina do Norte em apoio a um candidato republicano ao Senado. Michael Whatley, ex-president…
O presidente Donald Trump acusou falsamente nesta quarta-feira os democratas de serem lenientes com o crime e de abraçarem o comunismo durante um ato de campanha na Carolina do Norte em apoio a um candidato republicano ao Senado. Michael Whatley, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano, está atrás do ex-governador democrata Roy Cooper nas pesquisas de intenção de votos.
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Esses temas provavelmente estarão no centro da série de aparições pelo país prometida por Trump para reforçar seu partido antes da votação de 3 de novembro. Todas as 435 cadeiras da Câmara e 34 das 100 cadeiras do Senado estarão em disputa na ocasião. Hoje, os democratas são apontados como favoritos para retomar o controle da Câmara, enquanto projeções indicam uma disputa acirrada pela maioria no Senado.
A Carolina do Norte foi a primeira grande parada de campanha do chefe da Casa Branca desde a convenção do Partido Republicano para as eleições de meio de mandato, realizada na semana passada. No evento, Trump buscou repetidamente retratar os democratas como extremistas e distantes da realidade em questões culturais. Ao mesmo tempo, promoveu sua postura linha-dura sobre imigração, uma de suas principais bandeiras e um tema que o ajudou duas vezes a chegar à Casa Branca.
Trump previu uma vitória eleitoral de Whatley enquanto acusou falsamente os democratas de abraçarem a ideologia comunista, uma acusação que os democratas rejeitam como uma deturpação deliberada de suas políticas. "Vocês vão esmagar os comunistas, e é isso que eles são, eles são comunistas... Não seremos uma nação socialista. Eu estava certo. Eles querem uma nação 'comunista'", disse.
Uma tela exibiu fotos do que Trump afirmou serem alguns dos 3.500 detentos da Carolina do Norte que foram libertados durante o período de Cooper como governador, em decorrência de um acordo firmado em 2021, durante a pandemia de Covid-19, que reduziu a população carcerária do Estado.
"Roy Cooper quer criminosos migrantes como esses soltos nas ruas da Carolina do Norte com políticas de cidades-santuário. Michael Whatley quer que eles sejam executados, presos ou deportados", disse Trump durante sua aparição de uma hora.
Um porta-voz da campanha de Cooper rejeitou a caracterização de Trump, afirmando que Cooper, ex-governador e ex-procurador-geral da Carolina do Norte, passou sua carreira "colocando estupradores e criminosos violentos atrás das grades e sancionando leis duras contra o crime". "Esses ataques são falsos", afirmou o porta-voz.
Trump continua sendo uma força poderosa entre a base republicana, mas Whatley também precisará conquistar o grande contingente de eleitores indecisos e sem filiação partidária da Carolina do Norte, enquanto os republicanos enfrentam preocupações crescentes com o custo de vida que têm pressionado o apoio a Trump entre eleitores mais moderados.
Trump repetiu o que disse aos republicanos na convenção em Dallas na semana passada — para "fingirem que estou na cédula" —, embora ele não esteja disputando a eleição.
Democratas à frente nas pesquisas
Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na última semana apontou a taxa de aprovação de Trump em 35%, ante a mínima recorde de 33% registrada no levantamento anterior. Os democratas lideravam os republicanos por 44% a 37% no levantamento genérico para o Congresso, a maior vantagem democrata na série desde que Trump retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Eleitores sem filiação partidária representam cerca de 40% do eleitorado registrado da Carolina do Norte, constituindo o maior grupo de eleitores registrados do Estado.
Cooper liderava Whatley por 49% a 38% entre os eleitores considerados propensos a votar em uma pesquisa recente da Universidade Elon, enquanto 54% dos eleitores da Carolina do Norte entrevistados desaprovavam o desempenho de Trump e 31% o aprovavam.
"É matematicamente impossível vencer no Estado sem conquistar os eleitores sem filiação partidária", disse o veterano estrategista republicano Paul Shumaker, ex-assessor do senador republicano Thom Tillis, que decidiu não disputar a reeleição.
"Nós, republicanos, precisamos entender que temos de abordar a questão do custo de vida e precisamos conseguir tranquilizar os eleitores sem filiação partidária em relação à economia e ao custo de vida entre agora e novembro para que a disputa pelo Senado continue em aberto”, acrescentou.
Os preços dos combustíveis aumentaram o desafio relacionado ao custo de vida. A média nacional da gasolina comum era de US$ 4,33 por galão na terça-feira, enquanto o diesel atingiu o recorde de US$ 6,27, segundo a Associação Americana de Automóveis (AAA).
Trump tentou atribuir aos democratas os problemas de custo de vida dos EUA.
"Fui atacado com essa palavra, 'custo de vida', por um ano e meio. E foram eles que causaram o problema do custo de vida", disse Trump, levantando a questão dos preços dos ovos, que se tornou uma preocupação durante o mandato do ex-presidente Joe Biden, de 2021 a 2025.
"Resolvemos a crise dos ovos. Resolvemos tudo", disse Trump.




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