Presidente americano afirma em conversa com jornalistas que países da região estão prosperando ao adotarem posições mais à direita
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou que os países da América do Sul estejam se voltando à direita após um período “pendendo fortemente à esquerda”.
“A América do Sul está se tornando um lugar completamente diferente e prosperando”, disse o republicano em um encontro com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca nesta terça-feira (20).
Ele foi perguntado se apoiaria a candidata de direita à presidência da França Marine Le Pen, mas tangenciou para o continente ao mencionar a vitória de aliados na América Latina.
“Se vocês observarem o que está acontecendo na América do Sul, não vão acreditar. Em um curto período, os países estão se tornando extremamente conservadores, de uma maneira muito positiva, em muitos aspectos.”
Segundo Trump, todos os candidatos apoiados por ele foram eleitos. Ele citou o novo presidente da Colômbia, Abelardo de La Espriella. “Vocês sabem que o chamam de El Tigre por um motivo, certo? Porque ele é durão. Sempre foi um grande apoiador meu. Eu não o conhecia, mas gostei dele.”
Além do colombiano, políticos alinhados ideologicamente ao governo Trump venceram as eleições em locais como Chile e Peru.
O presidente americano não citou outros países, como o Brasil. O governo americano tem tido cautela em comentários públicos sobre as eleições brasileiras, e seus membros têm evitado declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a imprensa internacional.
Trump afirmou na quinta-feira (1º), antes do primeiro turno, que a eleição no Brasil é “muito importante” e que acompanha seu andamento de perto. “O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas, é uma eleição muito importante.”
Afirmação parecida foi feita pelo secretário de Estado Marco Rubio após os resultados do primeiro turno.
O Departamento de Estado, chefiado por ele, chegou a dizer que apoia “o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo” em resposta a acusações de interferência no pleito.
A declaração foi feita em resposta a uma carta de congressistas, de 24 de setembro, direcionada a Rubio, na qual os políticos questionavam, por exemplo, se o país reconhecerá o resultado da votação presidencial brasileira.
“Continuaremos interagindo com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade em ambos os países”, pontuou o Departamento de Estado no documento assinado por Katherine Bowles, secretária-assistente do Departamento de Assuntos Legislativos.
*Com informações de Mariana Janjácomo e Tiago Tortella, da CNN Brasil




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