Trump figura ao lado de outros líderes que já constavam de edições anteriores da Repórteres Sem Fronteiras e que continuaram a utilizar o aparelho do Estad...

Na lista anual de 2026, publicada esta segunda-feira, Trump figura ao lado de outros líderes que já constavam de edições anteriores da RSF e que continuaram a utilizar o aparelho do Estado para amordaçar os meios de comunicação, como os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; da Nicarágua, Daniel Ortega (juntamente com a esposa, Rosa Murillo); ou da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

Outra das personalidades que integram esse grupo de ameaças à segurança dos jornalistas — no qual figura o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman — é o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, a quem se atribui nas últimas semanas a prisão dos jornalistas do portal de verificação Matsaddash e o encerramento do Mada Masr, um meio de comunicação de referência.

No plano económico, a RSF aponta os gigantes tecnológicos norte-americanos Alphabet (proprietária, nomeadamente, da Google) e Meta (Facebook, WhatsApp, Instagram), mas também multimilionários como o francês Vincent Bolloré (proprietário, entre outros, de jornais, canais de televisão e rádios) e o georgiano Bidzina Ivanichvili por enfraquecerem os meios de comunicação independentes ou por colocarem a independência editorial sob pressão.

A RSF retirou vários dos predadores que constavam da lista de 2025, por já não se encontrarem na linha da frente da ação.

É o caso do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que morreu num bombardeamento durante as primeiras operações da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica do Irão em 28 de fevereiro.

É também o caso de Nicolás Maduro, que foi afastado do cargo de Presidente da Venezuela através de uma operação militar norte-americana, que o capturou e levou para uma prisão em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Os ex-primeiros-ministros da Hungria, Viktor Orbán, e da Sérvia, Aleksandar Vucic, também deixaram de constar da lista por terem sido afastados do poder através das urnas.