Sam Altman, da OpenAI, Jensen Huang, da Nvidia estão entre os convidados The post Trump receberá Xi Jinping nos EUA e vai oferecer jantar com CEOs das big techs appeared first on InfoMoney.

Negociadores da China e dos EUA devem passar todo o fim de semana discutindo possíveis acordos antes da visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, que chega a Washington no dia 23, quarta-feira. O encontro será marcado por negociações comerciais e pela disputa em torno de inteligência artificial (IA) e outras tecnologias estratégicas — executivos das big tech americanas são esperados no jantar que será oferecido pelo presidente Donald Trump à delegação chinesa na noite de quinta-feira.

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É a primeira viagem de Xi aos EUA desde 2023, quando se encontrou com o ex-presidente Joe Biden durante encontro de cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em São Francisco. E o presidente chinês irá direto para Washington, deixando de lado a Assembleia Geral das Nações Unidas, que começará na terça-feira, em Nova York.

De acordo com o roteiro da viagem, divulgado pela Casa Branca, Xi e sua esposa, Peng Liyuan, chegam à Base Conjunta de Andrews, nos arredores de Washington, onde serão recebidos por Trump e Melania, a primeira-dama americana. Os casais participarão de uma cerimônia de boas-vindas, algo raro de acontecer em uma base militar.

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No dia 24, quinta-feira, ambos se reúnem na Casa Branca. A programação prevê uma cerimônia de chegada, uma cerimônia militar no Rose Garden e uma reunião bilateral.

Jantar com lugares disputados

À noite, Trump e Melania oferecerão um jantar de Estado no East Room da Casa Branca, no qual os dois presidentes devem discursar. O evento contará com a presença de vários convidados, incluindo executivos dos setores de tecnologia e finanças, uma lista pouco habitual.

Uma fonte da organização do evento disse a jornalistas que “será um evento muito cobiçado, com lugares bastante disputados”.

Segundo essa fonte, os CEOs Sam Altman, da OpenAI, Jensen Huang, da Nvidia, Cristiano Amon, da Qualcomm, e o presidente da Apple, Tim Cook, são esperados. Também estão previstas as presenças do fundador da Amazon, Jeff Bezos; do chefe da SpaceX e da Tesla, Elon Musk; e do CEO do Google, Sundar Pichai.

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A Anthropic, desenvolvedora da IA Claude, recusou dizer se foi convidada. Altman, por seu lado, sugeriu que Trump e Xi poderiam ganhar o Prêmio Nobel da Paz se chegarem a um acordo sobre inteligência artificial, o que dá uma medida do que a indústria espera deste encontro.

Preparação neste fim de semana

Antes das negociações bilaterais, o representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, vai se reunir com autoridades chinesas em Nova York neste domingo, de acordo com um comunicado divulgado por seu gabinete.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, vão preparar o terreno para a reunião de alto nível entre Trump e Xi. Bessent e He se encontraram pessoalmente pela última vez nas proximidades de Seul, há cerca de quatro meses, poucos dias antes da visita de Trump a Pequim, em maio.

Os EUA e a China vêm trabalhando para reduzir as tarifas sobre produtos energéticos e agrícolas americanos, conforme noticiado anteriormente pela agência Bloomberg News, como parte de uma iniciativa mais ampla para diminuir as barreiras sobre US$ 30 bilhões em produtos menos sensíveis de cada lado, no âmbito de um acordo abrangente firmado durante a última cúpula entre Trump e Xi.

A IA deve ocupar um lugar de destaque nas conversas entre os dois presidente, já que os países são as duas potências dominantes na corrida pelo domínio dessa tecnologia.

Apesar dos crescentes apelos para moderar o ritmo de desenvolvimento da IA diante do risco de perda de controle, o governo americano considera que os principais atores do setor, como OpenAI, Anthropic, Google e Meta, não podem se dar ao luxo de desacelerar, por temer que a China assuma a dianteira.

Pequim vem reduzindo rapidamente a distância que a separa dos EUA no campo da IA avançada. Washington tenta conter esses avanços limitando as exportações para a China de chips avançados, em particular os semicondutores da Nvidia.

Apesar dessa rivalidade, ainda há esperança de que as duas superpotências possam chegar a um acordo durante o encontro. No entanto, não parece provável que cheguem a um consenso para desacelerar o desenvolvimento da IA ou implementar salvaguardas em escala mundial.