Pessoas sentam-se em frente a um prédio danificado após um terremoto em Catia La Mar, estado de La Guaira FEDERICO PARRA / AFP "Foi terrível. Tudo, tudo desabou", lamenta Yilsmaris Blanco enquanto observa, atônita, o desastre em que se transformou Catia la Mar, uma das cidades mais afetadas pelo duplo terremoto que arrasou dezenas de edifícios no estado venezuelano de La Guaira. "Damos graças a Deus porque (...) estamos vivos, mas há pessoas que estão agora sofrendo com seus fami
25/06/2026 08h51 Atualizado 25/06/2026
Veja o que se sabe sobre terremoto 'duplo' que atingiu a Venezuela e foi sentido no Brasil
"Foi terrível. Tudo, tudo desabou", lamenta Yilsmaris Blanco enquanto observa, atônita, o desastre em que se transformou Catia la Mar, uma das cidades mais afetadas pelo duplo terremoto que arrasou dezenas de edifícios no estado venezuelano de La Guaira. O governo interino de Delcy Rodríguez declarou "zona de desastre" na região.
Os tremores deixaram 188 mortos, segundo o governo venezuelano.
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"Damos graças a Deus porque (...) estamos vivos, mas há pessoas que estão agora sofrendo com seus familiares soterrados, com seus familiares presos sob os escombros, que não conseguem tirar", disse Yilsmaris, de 39 anos, à agência de notícias AFP.
Yilsmaris e milhões de outros venezuelanos viram suas vidas passar diante de seus olhos por conta dos tremores consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, que sacudiram a Venezuela na noite de quarta-feira.
Além desses, há uma grande quantidade de desaparecidos sob os escombros de edifícios que caíram em várias regiões do país. Equipes de resgate trabalham desde a noite de quarta para retirar as vítimas dos escombros dos edifícios.
La Guaira: bairro costeiro e mais afetado
Pessoas caminham dentro de um prédio de apartamentos danificado após um terremoto em Catia La Mar, estado de La Guaira — Foto: FEDERICO PARRA / AFP
Ao norte, de frente para o Caribe, La Guaira, a 40 minutos de Caracas e onde se encontra o aeroporto internacional de Maiquetía, foi a região mais afetada.
"Não temos nada, agora não temos nada, nem sequer forças, nem coragem para entrar ali, imagina só", conta Larry Rojas, de 49 anos e um dos milhares de moradores afetados em uma área de Catia la Mar com quase 200 torres residenciais.
Alguns desses prédios permanecem de pé como podem, com grandes rachaduras e paredes abertas visíveis do lado de fora, constatou uma equipe da AFP em um percurso pelo local.
Dezenas de outros, no entanto, ficaram totalmente destruídos e reduzidos a escombros. Não há eletricidade em boa parte da área, e dezenas de moradores passam a noite na rua. Em meio a essa escuridão, temem que haja mais das mais de vinte réplicas que já sentiram.
"Lá embaixo há sobreviventes", alerta Lisbeth Vasquez, outra moradora que conseguiu sair com sua família de um dos prédios que desabaram.
Pessoas carregam seus pertences para fora de um prédio danificado após um terremoto em Catia La Mar, estado de La Guaira — Foto: FEDERICO PARRA / AFP
'O que faz falta é ajuda'
No meio da noite, dezenas de socorristas trabalhavam como podiam entre os escombros, enquanto as autoridades observavam de perto cidadãos que tentavam por conta própria encontrar seus parentes, gritando seus nomes.
Jornalistas da AFP presenciaram familiares recuperando os corpos de um homem e de uma mulher e colocando-os na parte de trás de uma caminhonete.
Também viram uma conhecida farmácia de Catia La Mar com as portas de vidro destruídas e as prateleiras vazias, sem que as autoridades pudessem confirmar se houve saques após a emergência.




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