O candidato se comprometeu em dar andamento a obras de infraestrutura e iniciar novas - Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco O candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) criticou, na sabatina da Rádio Jornal, nesta sexta-feira (28), o atraso no andamento da obra do ramal Salgueiro-Suape da Transnordestina quando comparada ao estágio da obra da mesma ferrovia no estado do Ceará. 

“É inadmissível que em Pecém, no Ceará, que tem menos da metade do tamanho do nosso, receba primeiro essa ferrovia”, declarou. 

Disse ainda que, , como senador, pode ajudar a tirar a Transnordestina, o Canal do Sertão e o metrô do Recife do papel. "A gente (também) vai conseguir aumentar a quantidade de polos industriais que são necessários na Zona da Mata para acabar com a lógica da monocultura canavieira de Pernambuco”, justificou. 

O candidato também se posicionou contra a redução do imposto de importação sobre remessas postais internacionais, a chamada “taxa das blusinhas”. Para ele, os produtos importados precisam ser taxados para tornar a economia do polo têxtil mais competitiva.

Posicionamento O candidato reafirmou o alinhamento político com a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) desde 2022, quando a pessedista disputou o cargo do Executivo estadual contra a atual candidata ao Senado Marília Arraes (PDT).

“Eu estou com Raquel desde 2022, eu a vi mais preparada. Por outro lado, a esquerda tradicional decidiu apoiar Marília Arraes”, afirmou.

Ao ser questionado sobre não integrar a chapa do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Túlio se classificou como aliado. “Não sou submisso a grupo A ou B, sou aliado. Como aliado, quero apoiar a governadora Raquel Lyra e construir com o presidente lula um estado cada vez melhor”, disse. 

Sobre a suposta desistência de tentar se eleger ao Senado, o candidato relembrou que o apoio público para Lula foi a condição para se candidatar ao cargo pelo partido. “O requisito para me candidatar ao Senado, quando entrei no PSD, foi caminhar com o presidente Lula e o presidente nacional do partido Gilberto Kassab prontamente apoiou”, compartilhou.  Para Cadêlha, o apoio do PSD à reeleição de Lula é benéfico, pois o partido representa uma quantidade significativa de votos na tomada de decisões. “Para a gente apoiar um projeto de lei na Câmara, precisa de voto e o PSD, depois do PT do Presidente, é o que mais entrega votos, são mais de 30 votos nas matérias de interesse do governo”, declarou. 

Impeachment Túlio Gadêlha disse não concordar com o discurso sobre a destituição de cargos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como a oposição vem defendendo de uns tempos para cá. Para ele, falar de impeachment sem acusações é um risco à democracia. “(Fazer isso) sem saber que crime foi cometido é um risco, é como o juiz mandar prender alguém sem provas. Não se faz política com proposta de ‘impeachtmar’  políticos, porque isso é colocar a população contra uma instituição”, reforçou.