Túlio Gadêlha critica nível da campanha e compara disputa atual à eleição do Recife de 2020 - Vinicius Lins/Folha de Pernambuco O deputado federal e candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) criticou o nível da atual campanha eleitoral em Pernambuco, durante a sabatina da Rádio Folha 96,7 FM, nesta segunda-feira (21). Último entrevistado da série, o parlamentar classificou a disputa como “muito baixa” e “muito rasteira” e comparou o cenário à eleição para a Prefeitura do Recife em 2020, quando Marília Arraes (na época, PT) e João Campos (PSB) disputaram o segundo turno.

Questionado sobre como via a campanha deste ano em Pernambuco, Gadêlha afirmou que, na sua avaliação, apenas a eleição de 2020 se aproximou do cenário atual.

“Está sendo muito baixo, muito rasteiro. Mas eu acho que pior do que essa só a campanha de Marília e João no Recife”, afirmou.

O candidato citou a circulação, durante aquela campanha, de panfletos que, segundo ele, eram apócrifos e atribuídos a pessoas ligadas à campanha de João Campos. Gadêlha afirmou que o material fazia ataques a Marília Arraes e a associava a temas como aborto e drogas.

Para o candidato, a mudança na relação política entre os dois adversários após aquela disputa também causa estranhamento entre eleitores. Marília Arraes e João Campos passaram a integrar o mesmo campo político em 2026.

“Por isso que às vezes eu não entendo a política. Porque depois de Marília ter passado o que passou com eles, hoje dá as mãos e diz que é o melhor aliado, ‘estamos juntos’”, afirmou.

Gadêlha disse ainda que o eleitor pernambucano guarda a memória dos conflitos de campanhas anteriores e que as alianças posteriores podem causar reação entre parte do eleitorado. 

“Uma coisa é você divergir na política, uma coisa é você discordar, é você fazer um embate programático, mostrar números, dizer que esse é o caminho, não aquele é o caminho. Outra coisa é o círculo pessoal, tentar desconstruir a pessoa, ofender a humanidade da pessoa”, afirmou.

O candidato também afirmou que esse tipo de estratégia teria voltado a ocorrer na atual campanha e fez referência novamente à atuação do PSB na eleição de 2020. “Isso aconteceu na campanha do PSB, de novo agora, tem acontecido agora, mas aconteceu na eleição 2020. Eu não esqueço disso”, declarou.