Turismo wellness se consolida no Brasil, impulsionado por viajantes que buscam saúde, equilíbrio e experiências além do lazer tradicional

O turismo wellness deixou de ser um nicho restrito a spas e retiros de luxo e passou a ocupar um espaço estratégico na indústria global de viagens. Inserido em um mercado de bem-estar que movimenta cerca de US$ 5,6 trilhões por ano no mundo e pode alcançar US$ 9 trilhões até 2028, o segmento ganha força entre viajantes que buscam experiências de lazer, saúde e qualidade de vida.

No Brasil, o mercado já soma aproximadamente US$ 96 bilhões, abrindo oportunidades para destinos, hotéis, resorts e empresas do setor atenderem uma demanda crescente por experiências de bem-estar.

De acordo com Camila Ramos, coordenadora de Produtos Terrestres da Voetur Viagens, o crescimento do turismo wellness reflete uma mudança no perfil do viajante, que atualmente busca muito mais do que uma viagem de lazer.

Esse movimento, que ganhou força nos últimos anos, especialmente no período pós-pandemia, vem influenciando diretamente a escolha de destinos, hotéis e serviços, tornando o turismo wellness uma tendência cada vez mais consolidada no Brasil e no mundo.

Segundo ela, esse mercado é diversificado e atende a diferentes perfis de viajantes. Embora spas e resorts especializados continuem sendo segmentos relevantes, há um crescimento expressivo de experiências ligadas ao contato com a natureza, retiros de bem-estar, programas de saúde preventiva e atividades voltadas ao equilíbrio emocional.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles A coordenadora destaca que existe uma diferença clara entre o turismo wellness e uma viagem tradicional de lazer. “A principal distinção está no propósito da viagem. Enquanto o turismo de lazer tem como foco descansar, conhecer destinos e se divertir, o turismo wellness busca proporcionar benefícios para a saúde física, mental e emocional.”

Os perfis desses viajantes são variados: incluem desde executivos corporativos, que procuram momentos para desacelerar e cuidar da saúde física e mental, até famílias e casais que valorizam experiências mais autênticas.

Independentemente da idade ou do motivo da viagem, existe um comportamento em comum: as pessoas querem aproveitar o tempo fora da rotina para voltar melhores do que saíram. Essa busca por qualidade de vida e equilíbrio tem influenciado diretamente a forma como escolhem destinos, hotéis e experiências.

Ela afirma que o Brasil vive um momento promissor nesse segmento. O país reúne uma diversidade de destinos com belezas naturais únicas, como praias, montanhas, águas termais, florestas e áreas de preservação, além de uma forte cultura de hospitalidade, fatores que favorecem diretamente o desenvolvimento do turismo wellness.

Ao mesmo tempo, ainda há espaço para avançar na estruturação e divulgação dessa oferta, com mais opções de hospedagens especializadas, experiências integradas de bem-estar e produtos adaptados a diferentes perfis de viajantes.

“Outro ponto fundamental é ampliar a acessibilidade, para que esse tipo de turismo não fique restrito ao mercado de luxo. O bem-estar é uma necessidade cada vez mais presente na vida das pessoas e pode ser trabalhado em diferentes formatos e faixas de preço, desde experiências simples de contato com a natureza até programas mais completos em resorts especializados”, afirma Camila.