Por Marcelo Fischer | 02/07/2026 às 07:00
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Segundo ele, essa sincronização é um dos recursos interativos que a TV 3.0 deve trazer ao público, junto com a possibilidade de escolher entre diferentes narrações ou isolar apenas o som do ambiente. "Ela vai conseguir fazer essa interação e não vai ter delay, estará tudo sincronizado", diz Gasques.
Gasques atua atualmente no Canadá e acompanha a evolução de padrões internacionais de televisão digital. Ele participou de coberturas de Jogos Olímpicos, Copa América, Roland Garros e UFC, segundo informações da produção do podcast Canaltech.
Gasques cita o esporte, e o futebol em particular, como um dos setores que mais deve se beneficiar da mudança. Ele lembra que a Copa de 1970 marcou a primeira transmissão em cores no Brasil e associa o momento atual a uma transição de proporção parecida.
Para acessar os recursos interativos agora, será preciso um conversor externo, o chamado set-top box. O Ministério das Comunicações projeta um custo inicial entre R$ 300 e R$ 350 por conversor, com possibilidade de redução conforme aumenta o volume de produção.
Aparelhos com receptor embutido de fábrica, que dispensam o conversor, devem chegar ao mercado entre o fim de 2026 e 2027, segundo reportagens do setor. Gasques projeta que o público em geral só vai perceber as mudanças na prática a partir de 2027, quando esses televisores se popularizarem.
Enquanto isso, quem não tiver o conversor continua recebendo a programação normalmente pela antena. A conexão à internet só é necessária para os recursos interativos, não para o sinal básico de vídeo e áudio.
A entrevista completa com João Alves Gasques está disponível no podcast Canaltech desta quinta-feira (2), com mais detalhes sobre os bastidores de transmissões esportivas internacionais e outros recursos previstos para a nova TV aberta.




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