Rússia e Ucrânia intensificaram os ataques nas últimas horas, com uso de drones em regiões fronteiriças e na Crimeia, numa nova escalada do conflito.

Rússia e Ucrânia promoveram vários ataques nas últimas horas, numa nova escalada do conflito, com uso de drones na Crimeia e em territórios russos e ucranianos.

De acordo com as autoridades russas, as defesas antiaéreas abateram, durante a noite, 610 drones ucranianos sobre 15 regiões russas e a península ucraniana da Crimeia, que foi anexada.

O Ministério da Defesa da Rússia referiu que os aparelhos não tripulados atacaram alvos na região de Moscovo, São Petersburgo, nas regiões fronteiriças de Kursk e Belgorod e no sul (Krasnodar e Rostov), entre outras, tendo sido ainda abatidos drones de asa fixa no leste dos Urais.

Já segundo a Ucrânia, uma pessoa morreu na cidade ucraniana de Sloviansk, na região oriental de Donetsk, num ataque com bombas aéreas lançado pela Rússia contra uma zona residencial.

E em Vinnitsa, no centro-oeste da Ucrânia, verificaram-se nas últimas horas um dos ataques mais intensos desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, referiu a responsável da Administração Militar Regional, Natalia Zabolotna, salientando que foram abatidos 24 drones inimigos e registados danos em infraestruturas civis e críticas, com pelo menos seis feridas.

As instalações de infraestruturas críticas estão a funcionar com sistemas de energia de reserva, acrescentou a responsável, salientando que os trabalhadores do setor energético e dos serviços municipais estão a tentar restabelecer o fornecimento de eletricidade e água.

O presidente da câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, referiu em foram abatidos 144 drones quando se dirigiam para a capital russa, o que obrigou a encerrar novamente os quatro principais aeroportos da cidade de 13 milhões de habitantes.

O mesmo sucedeu noutros aeroportos das principais cidades russas, informou a agência federal de transporte aéreo, Rosaviatsia.

Os dois lados envolveram-se numa nova escalada depois de a Rússia ter ignorado a trégua energética anunciada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que Kyiv respeitou durante vários dias.

Segundo os meios de comunicação ucranianos, a Rússia pretende deixar as principais cidades ucranianas — Kyiv, Kharkiv e Odessa — sem eletricidade e aquecimento à medida que o inverno se aproxima.

Já a Ucrânia apostou em tentar paralisar o tráfego aéreo no país vizinho.

Um antigo seminário em Ourém acolhe militares ucranianos feridos na guerra contra a Rússia, oferecendo-lhes um espaço de recuperação física e emocional.