Na primeira batalha naval entre drones registrada na história, um bote-robô da Ucrânia levou a melhor sobre seu adversário russo no mar Negro. Leia mais (09/13/2026 - 11h50)
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13.set.2026 às 11h50
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Na primeira batalha naval entre drones registrada na história, um bote-robô da Ucrânia levou a melhor sobre seu adversário russo no mar Negro.
A Marinha ucraniana divulgou um vídeo sem data revelada neste sábado (12). Nele, um modelo Sargan-3000 equipado com uma metralhadora de 12,7 mm duela com um modelo semelhante, mas não identificado, das forças de Vladimir Putin.
O Sargan, que empresta seu nome da palavra ucraniana para peixe-agulha, foi revelado em abril deste ano. Segundo a Marinha, o serviço secreto militar identificou o alvo, que estava sendo monitorado por um drone aéreo pelo que se vê no vídeo, e enviou o bote para combate.
A Rússia não comentou o vídeo, mas um analista militar moscovita afirmou à reportagem que ele era legítimo, e que de fato não há registro de alguma batalha do tipo até então.
Militarmente, é apenas um detalhe na Guerra da Ucrânia, que se arrasta por quatro anos e meio, mas o incidente é um marco da história naval.
Drones aquáticos, submarinos ou de superfície, fazem parte do conflito desde seus primórdios. Mas nunca havia ocorrido um embate direto entre robôs, que usam alguma medida de inteligência artificial em seus comandos.
O Sargan foi idealizado como mais uma plataforma para ataques suicidas depois que a Marinha da Ucrânia foi obliterada pelos russos no conflito. O emprego desses drones por Kiev foi bastante eficiente, obrigando a Frota do Mar Negro do rival a procurar refúgio em portos mais distantes.
Ainda assim, a força naval de Vladimir Putin na região foi afetada, com o site de monitoramento de perdas militares comprovadas Oryx contando 25 navios e 1 submarino destruídos —entrando no balanço aqueles atingidos por mísseis e drones aéreos.
O caso mais famoso foi logo no começo da guerra, quando o cruzador Moskva, nau-capitânia da frota, foi afundado por mísseis costeiros ucranianos. Os drones, que ganharam força a partir de 2024, introduziram mais um elemento de guerra assimétrica.
Logo, os russos desenvolveriam seus próprios drones aquáticos, com o primeiro sucesso contra um navio mercante ucraniano no fim de 2025.
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O mar Negro tem sido um teatro ativo da guerra neste ano. Ao lançar sua campanha de drones e mísseis de longa distância, Kiev mirou navios graneleiros russos que deixam a região do rio Don.
O impacto foi grande, levando a uma retaliação intensa contra portos e embarcações da Ucrânia no entorno de seu principal porto, Odessa. Estimativas preliminares falam numa queda de 75% das exportações de grãos ucranianos, principal fonte de renda do país, e de 60% na Rússia.




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