Entidade do futebol europeu considera medida 'sem precedentes, incompreensível e injustificável'
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6.jul.2026 às 8h51 Atualizado: 6.jul.2026 às 10h41
A Uefa, entidade máxima do futebol europeu, criticou duramente a decisão da Fifa de suspender a punição imposta ao atacante americano Folarin Balogun, expulso na partida entre EUA e Bósnia na Copa do Mundo.
A decisão foi tomada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligar para a Fifa pedindo a revisão do caso, alegando que a entidade máxima do futebol mundial havia "cruzado uma linha vermelha" e prejudicado a integridade do esporte.
"Manifestamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável", afirmou a Uefa em comunicado divulgado nesta segunda-feira (6).
"Quando a certeza das regras deixa de ser garantida por seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada."
A Reuters entrou em contato com a Fifa para obter um comentário, mas não houve resposta até a publicação deste texto.
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Balogun, que marcou três gols pelos Estados Unidos no torneio, foi expulso após revisão do VAR por arrastar suas chuteiras pela parte de trás da perna do zagueiro Tarik Muharemovic e atingir seu pé durante a vitória sobre a Bósnia na fase de 16 avos de final.
Trump havia pedido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que revisasse o cartão vermelho de Balogun, o que teria suspendido automaticamente o jogador do confronto das oitavas de final contra a Bélgica, nesta segunda.
A Fifa suspendeu a aplicação da punição por um período probatório de um ano, sem, contudo, anular o cartão vermelho.
A medida surpreendente colocou o processo disciplinar da FIFA em evidência e provocou uma resposta irada da Real Associação Belga de Futebol (RBFA), que disse estar "estarrecida" com a decisão da Fifa .
O jornal The Athletic noticiou que a RBFA enviou uma carta à Fifa para apresentar um recurso sobre o assunto.
Glenn Micallef, comissário europeu para o esporte, afirmou que decisões sobre regras e assuntos esportivos pertencem às entidades esportivas, não aos políticos. "Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte", disse.
Técnicos que participam da Copa, como Thomas Tuchel, Inglaterra, Stake Solbakken, da Noruega, e Rudi Garcia, da Bélgica, também comentaram a suspensão de cartão vermelho de Balogun após ligação de Trump.


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