Ralos pouco usados também precisam de cuidados para evitar mau cheiro, insetos e água parada. Veja como proteger esses pontos sem prejudicar a drenagem.
Na rotina de limpeza, é comum prestar atenção aos ralos do banheiro, da cozinha e da lavanderia que recebem água diariamente. Mas existe um detalhe que passa despercebido: os ralos pouco utilizados também precisam de cuidados. Dependendo do modelo e das condições da instalação, eles podem acumular água, permitir a entrada de insetos ou perder a barreira hídrica que ajuda a impedir o retorno de odores do esgoto. Por isso, manter esses pontos protegidos faz parte da prevenção doméstica.
Quando um ralo sifonado ou uma caixa sifonada fica muito tempo sem receber água, o líquido que funciona como barreira contra os gases do esgoto pode evaporar. Sem esse fecho hídrico, o ambiente pode começar a apresentar mau cheiro. A situação depende do tipo de instalação: nem todo ralo possui o mesmo mecanismo, e um odor persistente também pode indicar problemas de vedação ou tubulação.
Outro cuidado envolve os insetos. Aberturas sem proteção podem facilitar a passagem de baratas e outros animais, enquanto pontos com água parada podem favorecer a reprodução de mosquitos, dependendo das condições. A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo recomenda o uso de telas, grelhas e ralos com fechamento para dificultar a entrada de pragas. O assunto também se relaciona aos cuidados explicados nesta matéria sobre como proteger os ralos contra baratas.
A primeira medida é observar se o ralo possui tampa adequada e se ela fecha corretamente. Modelos com sistema abre-fecha ajudam a bloquear o acesso quando não há necessidade de escoamento. Quando a instalação não permite esse tipo de fechamento, uma tela apropriada pode funcionar como barreira física, desde que não prejudique a drenagem nem provoque entupimentos.
Na hora de verificar os pontos menos usados da casa, vale conferir:
As orientações de prevenção contra escorpiões da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas também recomendam proteger os ralos com telas, grelhas apropriadas ou placas de vedação nos pontos pouco utilizados. A proteção deve ser compatível com o tipo de ralo e permitir o escoamento quando necessário.
Não é recomendável depender de água sanitária, cloro ou misturas caseiras como única forma de prevenção. Esses produtos podem perder o efeito e não substituem a remoção de água parada, a limpeza adequada e o bloqueio físico das entradas. Em janeiro de 2025, o Ministério da Saúde alertou que água sanitária e álcool podem não ser eficazes para eliminar ovos e larvas do mosquito Aedes aegypti em ralos e vasos sanitários pouco utilizados.
O cuidado mais importante é identificar a origem do problema. Se houver água parada, verifique se o ralo está obstruído ou se existe alguma falha na drenagem. Se o objetivo for impedir a entrada de mosquitos, use uma tampa ou tela apropriada e mantenha o local limpo. A recomendação oficial pode ser consultada na orientação do Ministério da Saúde sobre a eliminação de ovos e larvas do Aedes aegypti.
Um ralo protegido ainda pode apresentar problemas se houver acúmulo de cabelos, gordura, sabão ou outros resíduos. Mau cheiro frequente, escoamento lento, retorno de água ou presença recorrente de insetos são sinais de que vale investigar a instalação. Nesses casos, apenas cobrir a abertura pode esconder o sintoma sem resolver a causa, especialmente quando há falhas no sifão, na vedação ou na tubulação.
Se o mau cheiro voltar mesmo após a reposição de água em um ralo sifonado, ou se houver refluxo e entupimentos repetidos, procure um encanador para avaliar o sistema. Nos ralos externos, confira também se a tela não está dificultando a drenagem durante a chuva. Uma inspeção periódica, combinada com vedação adequada e remoção de resíduos, ajuda a manter os pontos pouco usados protegidos sem comprometer o funcionamento da instalação.



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