Das várias formas que um time de futebol tem para levar a melhor num confronto, a mais segura é a do controle do jogo pela posse de bola. E a seleção espanhola de Luís de la Fuente mostrou isso nas oito partidas que disputou nesta Copa do Mundo, desde o 0 a 0 com Cabo Verde que consagrou o goleiro Vozinha na estreia até a final com a Argentina, neste domingo (19), em que não tomou o mínimo conhecimento do time de Lionel Scaloni e Messi. O 1 a 0, na prorrogação, foi insofisma?
Das várias formas que um time de futebol tem para levar a melhor num confronto, a mais segura é a do controle do jogo pela posse de bola. E a seleção espanhola de Luís de la Fuente mostrou isso nas oito partidas que disputou nesta Copa do Mundo, desde o 0 a 0 com Cabo Verde que consagrou o goleiro Vozinha na estreia até a final com a Argentina, neste domingo (19), em que não tomou o mínimo conhecimento do time de Lionel Scaloni e Messi. O 1 a 0, na prorrogação, foi insofismável e não retratou a superioridade técnica e coletiva dos espanhóis - agora, campeões mundiais.
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O time forjado no futebol coletivo de uma geração cuja base vem sendo trabalhada desde as divisões inferiores acabou por desfazer a ideia de que este era o Mundial das grandes estrelas. O dia a dia nos empurrou para os duelos entre Messi e Mbappè, nos aproximou da vocação artilheira de Haaland e, em determinado momento, chegamos a pensar que a capa de herói pudesse caber sobre os ombros de Harry Kane. E inebriados diante de tanto talento, subjugamos o jogo eficaz do time que só foi sofrer o primeiro gol nesta Copa aos 41 minutos do jogo com a Bélgica, nas quartas-de-final do torneio.
A seleção de De la Fuente, com Cubarsi, Rodri, Yamal & cia teve 74% no 0 a 0 com Cabo Verde; 67% nos 4 a 0 sobre a Arábia; 68% no 1 a 0 que despachou o Uruguai; 64% nos 3 a 0 sobre a Áustria; 55% no 1 a 0 sobre Portugal de Cristiano Ronaldo; 68% nos 2 a 1 sobre a Bélgica; 51% nos 2 a 0 sobre a França de Mbappé & cia; e 65% neste 1 a 0 sobre a Argentina de Messi, campeã do mundo e tida como uma das favoritas ao título. Ou seja: mediu forças com três escolas campeãs do mundo e uma europeia, sendo sempre o controlador do jogo.
O título, portanto, está entregue a uma seleção que, a exemplo do que fizera em 2010, honrou o bom futebol. Faltou a Argentina de Scaloni mais repertório ofensivo para duelar com um campeão europeu que, pela idade de seus principais jogadores, ainda tem muito a contribuir para o jogo. É claro que fica a angustia ao lembrar que esta pode ter sido a última Copa de Lionel Messi, e o fim de um trabalho muito bem desenvolvido por Sacaloni. Mas me conforto imaginando que a conquista consagra o surgimento de uma nova era. Que Lamine Yamal, feito nos campos de La Masia, como Messi, honre a nova era…
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