'Discutiram de dar o golpe, mas não deram o golpe. E daí?', afirmou presidente do PL em entrevista à Rádio Gaúcha

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a admitir nesta quarta-feira (7) que houve discussão para uma tentativa de golpe no fim do governo Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

"Discutiram de dar o golpe, mas não deram o golpe. E daí?", questionou Valdemar. A declaração foi dada em entrevista ao programa Timeline, da rádio Gaúcha.

Em setembro de 2025, em entrevista à Folha, Valdemar já havia reconhecido que "houve planejamento de golpe, mas não o golpe", pelo fato de a preparação não ter se consumado.

Para os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito, a legislação brasileira prevê punição a partir da tentativa de execução. Sob essa lógica, se o golpe fosse consumado, não seria possível punir seus autores.

Nesta quarta, questionado se o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não poderia fazer o mesmo, Valdemar se irritou. "Sei lá. Pode haver planejamento. Não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que está pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca. Jamais."

Se eleito, Flávio dará anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro logo no primeiro dia, segundo Valdemar. Para ele, Bolsonaro não deveria estar preso pela tentativa de golpe. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar e foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses.

O PL elegeu 28 senadores, e Valdemar afirmou que pode haver acordo para Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) se revezarem no comando do Senado sem se reelegerem. Em nenhum momento da resposta, o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi citado.

Valdemar afirmou que o Supremo deveria resolver os problemas "dentro do Supremo", sem precisar passar pelo Senado. "Se alguém fez alguma coisa errada lá, tem que pagar. Isso vai ser uma discussão no Senado que vamos precisar esperar a posse [para fazer]", disse.

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'Gente como a gente', diz Valdemar sobre público LGBTQIA+ Após ataques de Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano (PL-SP) ao público LGBTQIA+, Valdemar afirmou que não tem "problema" com esse público. "Temos o maior respeito por eles [LGBTs]. É gente como a gente. Vai fazer o quê? Não temos problema nenhum com essa gente", disse. Junto a Nikolas Ferreira (PL-MG), Pavanato foi eleito deputado federal em São Paulo, com 3.038.438 votos

Campopiano foi a deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026. Ela recebeu 1.956.238 votos para assumir uma cadeira na Alesp. O resultado foi a segunda maior votação da história para uma candidatura à Assembleia paulista, atrás dos 2.060.786 votos obtidos por Janaina Paschoal em 2018.

A oposição ao feminismo foi uma das marcas de sua projeção política. Antes da eleição, Campopiano já construía parte de sua presença nas redes sociais com pautas conservadoras e críticas ao movimento feminista. O UOL apontou que sua campanha se posicionou de forma contrária ao feminismo e ao que ela chama de "cultura woke".

A própria deputada eleita disse após a votação que pretende aprofundar a disputa ideológica na Alesp. Em entrevista ao UOL News, ela afirmou que sua candidatura foi "ideológica" e disse que pretende intensificar o que chama de combate cultural. "Parte do segredo é a gente realmente falar o que a gente pensa", disse Campopiano ao explicar sua estratégia eleitoral.