Segundo analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, ao Live CNN, a Polícia Federal abriu mais de 1.200 investigações eleitorais em 2026

Compartilhar matériaA PF (Polícia Federal) abriu mais de 1.200 investigações relacionadas a crimes eleitorais em 2026. Na reta final do processo eleitoral, o trabalho no CICCN (Centro Integrado de Comando e Controle Nacional), em Brasília, foi reforçado para acompanhar as ocorrências durante os dois turnos das eleições.

O analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, mostrou, ao Live CNN, o interior do centro de operações, descrevendo a estrutura montada para o monitoramento.

Segundo ele, o local reúne representantes das forças de segurança dos 26 estados e do Distrito Federal, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

De acordo com Elijonas Maia, um painel atualizado em tempo real no CICCN registrava, no momento da reportagem, 1.238 investigações abertas, cinco termos circunstanciados lavrados e 52 pessoas conduzidas a delegacias ou postos policiais para apuração de ocorrências.

"Quando há uma suspeita de crime eleitoral, corrupção eleitoral, compra de votos, a pessoa já é conduzida para uma delegacia, para um posto policial para apurar essa ocorrência", explicou o analista.

Além disso, a PF apreendeu R$ 23 milhões em dinheiro vivo durante o período eleitoral. Entre as ocorrências mais recentes, Elijonas Maia destacou a apreensão de R$ 1,6 milhão no Amazonas e de R$ 1,3 milhão no Amapá, ambas realizadas na quinta-feira (1°). A suspeita central nas investigações é de compra de votos.

"A maioria dessas pessoas presas, inclusive com esse dinheiro apreendido, estava sacando da agência bancária e indo para os pontos onde havia movimentação de pessoas", afirmou.

Elijonas Maia também relatou um incidente ocorrido na quinta-feira (1°) na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Um homem de 28 anos tentou invadir o perímetro do STF (Supremo Tribunal Federal) carregando uma mochila, o que gerou suspeita de ataque e motivou a ação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar do DF.

Câmeras de segurança da região mostraram o homem jogando a mochila sobre um ponto de ônibus, o que levou ao isolamento de toda a área.

Um robô de inteligência e o batalhão antibombas foram acionados para verificar o conteúdo da mochila, que continha apenas pasta de dente e roupas. O homem foi detido e, segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, possui histórico criminal.

Em resposta ao incidente, Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública do DF, anunciou que a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes, o Palácio do Planalto e o entorno do Congresso Nacional serão isolados no dia da eleição.

Trata-se de uma medida inédita: pela primeira vez em uma eleição, a Polícia Militar realizará o bloqueio da região para evitar qualquer eventual ataque aos prédios públicos.

Segundo Elijonas Maia, não há manifestação prevista nem ameaça registrada pela inteligência do DF. A medida é estritamente preventiva. O bloqueio teria início no sábado (3), a partir das 20h, permanecendo até a noite de domingo (4), após o encerramento das eleições.