O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, foi entrevistado pelo g1 e pela GloboNews nesta quinta-feira (6). Conduzida pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery nos novos estúdios da GloboNews, no Rio, a entrevista faz parte de …
O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, foi entrevistado pelo g1 e pela GloboNews nesta quinta-feira (6).
Conduzida pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery nos novos estúdios da GloboNews, no Rio, a entrevista faz parte de uma série realizada com os presidenciáveis. Foram convidados os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada em 24 de julho.
Um sorteio no dia 27 de julho, com a participação de representantes das campanhas, definiu a seguinte ordem:
terça-feira (4): Lula (PT) – a assessoria do presidente informou que ele não compareceriaquarta-feira (5): Renan Santos (Missão) – leia a checagemquinta-feira (6): Romeu Zema (Novo)sexta-feira (7): Ronaldo Caiado (PSD) – confirmou presençasegunda-feira (10): Flávio Bolsonaro (PL) – não havia confirmado presença até a última atualização desta reportagem
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Romeu Zema. Leia:
"Eu, como governador, fiz um governo de sete anos e meio sem nenhum escândalo, sem nenhuma corrupção."
A declaração é #FAKE. Veja por quê: Em 2025, a Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) revelou um esquema bilionário de corrupção na mineração em Minas Gerais e atingiu diretamente o alto escalão do governo Zema. Pelo menos quatro dirigentes de órgãos ambientais e de patrimônio foram exonerados ou afastados dos cargos após serem citados nas investigações.
O inquérito aponta que o grupo criminoso — formado por empresários, delegados e políticos — subornava servidores públicos para obter licenças ambientais que permitiam a exploração e o manuseio do minério de ferro em diferentes regiões do estado, algumas delas próximas de unidades de preservação ambiental.
Entre os alvos do esquema, estavam funcionários da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais.
“Como você disse muito bem, em Minas Gerais, nós saímos de um déficit para um superávit, o que era negativo em 2018, menos R$ 11 bilhões, em 2024 se transformou em R$ 5 bilhões positivos."
A declaração é #FATO. Veja por quê: No Balanço Geral do Estado, divulgado no final de 2018 pela Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG), referente ao exercício daquele ano, o déficit orçamentário (despesa superior à arrecadação) foi de aproximadamente R$ 11,4 bilhões.
Em 2024, o resultado registrou um saldo positivo de R$ 5,1 bilhões, impulsionado por receitas extraordinárias obtidas com os acordos de Mariana e Brumadinho.
Ao fim de 2025, o SEF-MG apontou um superávit de R$ 1,1 bilhão. No entanto, para o fim de 2026, a pasta projeta o retorno de um déficit de R$ 5 bilhões.
"Está aí o Banco Master. Quem é que teve envolvimento com o Banco Master? Só entes públicos, o BRB [Banco de Brasília], quem mais? Os fundos de pensões públicos. Não se viu banco privado nem fundo de pensão privado envolvido. Nós estamos num momento diferente."
#NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Embora as investigações não mencionem o envolvimento de bancos privados nem de fundos de pensão privados no esquema de fraudes do Banco Master, empresas privadas aparecem nas apurações. Uma delas é a Reag Investimentos.
Segundo a Polícia Federal (PF), fundos administrados pela gestora teriam sido usados em operações para inflar o patrimônio do Banco Master e ocultar a participação acionária de Daniel Vorcaro no BRB. Fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur é investigado por supostas operações envolvendo fundos. As defesas negam irregularidades.
Outra empresa privada que aparece no caso é a produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme "Dark horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mensagens e áudios revelados pelo Intercept Brasil em maio mostram o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar a produção. O ex-banqueiro se comprometeu a repassar R$ 134 milhões e chegou a desembolsar cerca de R$ 61 milhões, segundo o Intercept.
Inicialmente, a Go UP Entertainment negou ter recebido qualquer recurso de Vorcaro ou do Banco Master. Depois, a dona da produtora, a empresária Karina Ferreira, apresentou um laudo afirmando que os R$ 75 milhões gastos na produção vieram integralmente do fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro. Investigações apontam que esse mesmo fundo havia recebido os R$ 61 milhões enviados por Vorcaro.
Nesta quarta-feira (5), a Agência Nacional de Cinema (Ancine) abriu um processo contra a Go Up por irregularidade na gravação do longa.
"Quando eu assumi em 2019, 1º de janeiro, eu assumi um estado que era uma verdadeira massa falida. 240.000 servidores públicos com nome sujo no SPC e Serasa, porque o governo do [ex-governador Fernando] Pimentel, do PT descontou desses servidores o empréstimo consignado e não fez os repasses aos bancos."




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário