O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, foi entrevistado nesta quinta-feira (27) pelo Valor, O Globo e CBN. Conduzida pelos jornalistas Milton Jung, Lauro Jardim, Malu Gaspar e Maria Cristina Fernandes, a entrevista começou às 10h30 e teve 1h30 d…
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, foi entrevistado nesta quinta-feira (27) pelo Valor, O Globo e CBN. Conduzida pelos jornalistas Milton Jung, Lauro Jardim, Malu Gaspar e Maria Cristina Fernandes, a entrevista começou às 10h30 e teve 1h30 de duração.
A série de entrevistas com presidenciáveis de 2026 foi aberta por Romeu Zema (Novo) na terça-feira. Na quarta-feira, foi a vez de Ronaldo Caiado (PSD). Já na sexta, Augusto Cury (Avante) será recebido, sempre no mesmo horário e com a duração de uma hora e meia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) também foram convidados para as sabatinas, mas não confirmaram presença até o momento. Foram chamados os candidatos melhor colocados na pesquisa divulgada pela Quaest na semana passada, o primeiro levantamento contratado pela TV Globo e pelo GLOBO nesta corrida eleitoral.
Terça-feira - Romeu Zema (leia a checagem)Quarta-feira - Ronaldo Caiado (leia a checagem)Quinta-feira - Renan SantosSexta-feira - Augusto Cury
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de Renan Santos (Missão). Leia:
“Tem que discutir junto com o Congresso [proposta de escala trabalhista], mas eu defendo a principal manutenção do modelo atual das 44 horas de trabalho.”
A declaração é #FATO. Veja por quê:
A Constituição Federal estabelece, no artigo 7º, inciso XIII, que a duração normal do trabalho não pode ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais, permitindo compensação de horários e redução da jornada mediante acordo ou convenção coletiva.
A regra também consta da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O artigo 58 estabelece como regra geral jornada normal de até oito horas diárias, ressalvadas outras disposições legais.
“Precisamos de um regime trabalhista que vá além do MEI. [Hoje] De 13 a 16 milhões são MEI.”
A declaração é #FATO. Veja por quê:
O Microempreendedor Individual (MEI) é um regime simplificado criado para formalizar pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos. O MEI possui CNPJ próprio, pode emitir notas fiscais e tem acesso a benefícios previdenciários mediante o pagamento mensal de uma contribuição simplificada.
Dados do Governo Federal apontam 16,9 milhões de MEIs em maio de 2026, 756,5 mil registros a mais que no ano anterior.
“O SUS não tem prontuário único. O SUS está caminhando para ter prontuário único há mais de uma década. [...] Não é que o SUS está parado nisso. Existem investimentos que vêm sendo feitos. Um prontuário único, aliado à incrível capacidade de processamento de informações das inteligências artificiais do machine learning vai permitir uma capacidade preditiva de acompanhamento de doenças e, por consequência, alocação de recursos como estoque de remédios e médicos ímpar. Que para um sistema centralizado como o SUS (...) tenha ganhos em escalas.”
A declaração é #FAKE. Veja por quê:
O SUS já possui uma estrutura nacional para integrar informações de saúde dos cidadãos. A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde, é a plataforma oficial de interoperabilidade do sistema e permite o compartilhamento de dados clínicos entre diferentes estabelecimentos e níveis de atenção. O cidadão pode acessar informações reunidas pela rede por meio do aplicativo “Meu SUS Digital”.
O SUS é organizado a partir de três princípios básicos: universalidade, integralidade e equidade. A universalidade garante acesso à saúde a todos; a integralidade prevê que o atendimento considere desde a prevenção até o tratamento e a reabilitação; e a equidade busca reduzir desigualdades, direcionando mais recursos e atenção a quem mais precisa.
Também é incorreto definir o SUS como “um sistema centralizado”. A Constituição determina justamente o contrário: o artigo 198 estabelece que as ações e serviços públicos de saúde formam uma rede regionalizada e hierarquizada organizada segundo a diretriz da “descentralização, com direção única em cada esfera de governo”. União, estados e municípios dividem responsabilidades pela gestão e execução do sistema.
A Lei nº 8.080/1990, que regulamenta o SUS, também estabelece entre seus princípios a descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo e ênfase na descentralização dos serviços para os municípios. Portanto, embora existam políticas, bases de dados e sistemas nacionais, a estrutura administrativa do SUS não é centralizada.
“A única diferença é que os lugares mais modernizados estão abandonando a CLT. Então, os setores mais modernos da economia já abandonam a CLT.”




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