Os esforços de resgate continuam pelo terceiro dia após dois terremotos consecutivos atingirem o país na quarta-feira, deixando também mais de 3.200 feridos
Equipes de resgate na Venezuela enfrentam "horas críticas" em busca de sobreviventes seis dias após dois terremotos atingirem a Venezuela, afirmou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional.
De acordo com atualização mais recente, feita nesta terça-feira (30/6), 1.943 pessoas morreram e mais de 10.000 ficaram feridas.
Embora as operações de resgate não tenham sido interrompidas, os próprios dados do governo indicam que é improvável que ainda sejam encontradas muitas pessoas sob os escombros.
Na segunda-feira (29/6) , as equipes de resgate conseguiram retirar quatro pessoas com vida e, nesta terça, apenas um bebê.
Segundo Rodriguez, cerca de 30 mil pessoas estavam nas áreas afetadas no momento em que ocorreram os terremotos no dia 24 de junho.
Ainda, de acordo com ele, 13.400 e 13.500 pessoas conseguiram sair imediatamente por conta própria, e 6.461 foram resgatadas posteriormente.
No início do domingo, a Unicef estimou que 1,8 milhão de pessoas precisavam de ajuda humanitária após o incidente, incluindo 680 mil crianças.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento também estimou o custo dos "danos físicos diretos" em US$ 6,7 bilhões (R$ 34 bilhões), ou cerca de 6% do PIB do país.
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Na noite de sábado, a tragédia completou 72 horas — um prazo considerado crucial para que se consiga salvar vidas.
Especialistas indicam que, após esse período, as chances de se encontrar alguém com vida diminuem drasticamente. Mas essa janela de tempo pode ser mais longa se as pessoas presas nos escombros tiverem acesso a alimentos e água enquanto o resgate é feito.
Segundo Rodríguez, 774 prédios desabaram ou foram afetados pelos terremotos. Um total de 12.721 pessoas foram desalojadas.
Moradores e familiares vasculham desesperadamente os escombros em busca de sinais de sobreviventes — e há relatos de que, apesar do grande apoio internacional à Venezuela, as equipes de resgate não estão sendo suficientes para dar agilidade ao trabalho de buscas.
O aeroporto de Valência — localizado a cerca de duas horas e meia de carro de Caracas — segue recebendo dezenas de equipes de resgate de diversos países.
O presidente da Assembleia Nacional informou no sábado, em pronunciamento na televisão, que foram registradas mais de 430 réplicas desde os terremotos iniciais. "Isso demonstra o poder devastador e letal que este terremoto, estes dois terremotos e suas réplicas também tiveram", acrescentou Rodríguez.
A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse ter esperanças de que as equipes de resgate encontrem sobreviventes. Segundo ela, 33 pessoas foram resgatadas durante o fim de semana.
A ONU estima que 50 mil pessoas possam estar desaparecidas.
Em um vídeo publicado pelo governo venezuelano, Delcy Rodríguez agradeceu a todos os socorristas pelo seu trabalho nos esforços de recuperação até agora. Segundo ela, o "mais estratégico" é o resgate das pessoas que ainda estão vivas, que "é a nossa prioridade".
"Temos fé e esperança de que iremos resgatá-los."



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