Delcy afirma que 1.600 integrantes de equipes internacionais chegaram no país; Brasil anuncia terceiro avião de ajuda

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27.jun.2026 às 11h28 Atualizado: 27.jun.2026 às 17h56

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O regime da Venezuela informou neste sábado (27) que 1.600 integrantes de equipes de resgate estrangeiras chegaram para ajudar nas buscas por sobreviventes dos dois terremotos devastadores que mataram ao menos 1.430 pessoas.

Moradores e voluntários em La Guaira —um destino popular próximo à capital Caracas, onde pelo menos 100 edifícios foram destruídos ou danificados— vêm reclamando da falta de equipamentos pesados e da presença oficial limitada. O regime anunciou na sexta-feira (26) restrições de acesso à região.

Os órgãos de ajuda humanitária consideram as primeiras 48 a 72 horas um período crucial para resgatar sobreviventes. Esse tempo pode ser estendido caso as vítimas consigam ter acesso a alimentos e água. "Cada pessoa salva é um milagre", disse Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, irmão da líder interina do país, Delcy Rodríguez. "Não vamos esconder absolutamente nada sobre a magnitude desta tragédia."

Rodríguez foi quem divulgou o novo balanço de vítimas. Além dos 1.430 mortos, há pelo menos 3.238 feridos e 3.142 pessoas desabrigadas. O ritmo das atualizações tem sido irregular, e os comunicados vêm de diferentes autoridades do regime. No boletim anterior, divulgado na sexta (26), autoridades falaram em 920 mortos e 4.300 feridos —este segundo número havia sido divulgado pelo ministro da Saúde venezuelano e é maior do que o divulgado por Rodríguez.

Delcy afirmou em um pronunciamento na televisão estatal durante a noite de sexta que mais dez países ainda devem se juntar aos esforços de resgate e que 14 mil militares e policiais estão em La Guaira para patrulhar a área e adotar medidas sanitárias.

"A Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 integrantes de equipes de resgate, e espera-se a chegada de mais 25 voos nas próximas 24 horas", disse Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores. "Agradecemos à comunidade internacional pelo apoio e solidariedade nestes momentos de incerteza para os venezuelanos."

O governo brasileiro, que já havia anunciado o envio de dois aviões da Força Aérea com equipes e materiais de ajuda humanitária, informou que enviará neste sábado uma terceira aeronave "com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha". Segundo o comunicado, "ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela".

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Enquanto isso, no território venezuelano, equipes de resgate têm se deslocado para locais nos arredores do estado de La Guaira —a região mais afetada— e de Caracas. Durante a sexta, porém, algumas áreas ainda careciam de presença oficial significativa. As próprias famílias e seus vizinhos tentavam localizar entes desaparecidos entre os escombros, muitas vezes escavando com as próprias mãos.

Autoridades do regime venezuelano interditaram a estrada que liga La Guaira à vizinha Caracas, afirmando que o tráfego intenso impede a passagem rápida de veículos de emergência e das equipes oficiais de resgate.

Civis que não integram as equipes precisarão de uma credencial para passar pela barreira; na manhã de sábado, a polícia impediu que jornalistas da agência Reuters utilizassem essa estrada principal. Uma via secundária mais antiga segue congestionada.

O regime já havia agradecido aos civis que levaram ajuda —muitas vezes de motocicleta— aos moradores. A televisão estatal venezuelana exibiu imagens de milhares de pares de sapatos, roupas e outros itens de ajuda sendo recolhidos pelas autoridades.

O fornecimento de energia continua interrompido perto do epicentro dos terremotos, em Morón, e totalmente suspenso em La Guaira, mas foi restabelecido em outras localidades. Delcy informou que 60% do fornecimento já foi retomado.