A tacinha de vinho tinto que ganha muitos adeptos no inverno pode, ainda que apenas uma por dia, apresentar riscos à saúde? Essa foi a principal dúvida enviada pelos leitores do Vida Boa ao longo da semana de atividades focadas no álcool. Teve quiz, dicas para fugir de pegadinhas e até uma receita (livre de álcool, claro) com a atriz Zezé Motta. Você confere todo material, que segue disponível, na pagina especial do Vida Boa, no site do GLOBO. Matéria exclusiva para assinante

A tacinha de vinho tinto que ganha muitos adeptos no inverno pode, ainda que apenas uma por dia, apresentar riscos à saúde? Essa foi a principal dúvida enviada pelos leitores do Vida Boa ao longo da semana de atividades focadas no álcool. Teve quiz, dicas para fugir de pegadinhas e até uma receita (livre de álcool, claro) com a atriz Zezé Motta. Você confere todo material, que segue disponível, na pagina especial do Vida Boa, no site do GLOBO.

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Veja abaixo as respostas de cinco dúvidas enviadas pelos leitores e prepare-se para enviar novos questionamentos. A partir de semana que vem, a conversa será sobre o que pode ser um doce perigo: o açúcar. Até lá!

1. Quais cânceres estão mais ligados ao consumo de álcool?

— Mais do que muita gente imagina. O álcool é considerado carcinogênico para humanos e está associado, com evidência forte, a cânceres de boca, faringe, laringe, esôfago, fígado, mama em mulheres e colorretal.

O risco tende a aumentar conforme aumenta a quantidade, mas não começa apenas no abuso. Para alguns tumores, como mama, esôfago e colorretal, mesmo consumos considerados leves já aparecem associados a maior risco em estudos populacionais.

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O ponto mais importante é: não existe uma bebida “inocente” nesse aspecto. Vinho, cerveja e destilados têm apresentações diferentes, mas todos contêm etanol. No corpo, o etanol é metabolizado em acetaldeído, uma substância capaz de danificar o DNA.

E, quando álcool e cigarro se encontram, o risco não apenas soma. Ele se multiplica, especialmente para tumores de boca, garganta, esôfago e laringe.

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2. O álcool faz mais mal para mulheres do que para homens?

Em geral, sim. A mesma dose de álcool costuma produzir concentrações maiores no sangue das mulheres. Isso acontece por diferenças de composição corporal, menor proporção de água no organismo e diferenças no metabolismo do álcool.

Na prática, isso significa que uma quantidade que parece “igual” no copo pode não ter o mesmo efeito no corpo. Mulheres são mais vulneráveis a algumas complicações do álcool, incluindo doença hepática, alterações cardiovasculares, apagões de memória, ressacas mais intensas e alguns tipos de câncer, como o de mama.

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Também preocupa o aumento recente da doença hepática associada ao álcool em mulheres. A diferença histórica de incidência entre homens e mulheres vem diminuindo, não porque elas tenham ficado protegidas, mas porque o padrão de consumo delas mudou.

A mensagem não é moralista. É biológica: para mulheres, o limite de segurança é menor e o corpo cobra a conta mais cedo.

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3. Uma taça diária de vinho tinto faz bem para o coração?

Não. Essa ideia ficou famosa, mas hoje a ciência é bem mais cautelosa.

Durante muitos anos, alguns estudos sugeriram que pessoas que bebiam vinho moderadamente tinham menos infarto e AVC. O problema é que essas pessoas, em geral, também tinham outros fatores a favor: melhor alimentação, mais atividade física, mais acesso à saúde e maior renda. Ou seja, talvez o benefício não viesse da taça, mas do estilo de vida ao redor dela.