O advogado Marco Aurélio Carvalho, defensor de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, questionou a diferença de exposição entre as investigações envolvendo seu cliente e o inquérito sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, erm que o senador Flávio Bolsonaro…

Em entrevista à GloboNews, Carvalho criticou os sucessivos vazamentos relacionados aos inquéritos de Lulinha e perguntou por que informações semelhantes não vieram a público no caso que apura cerca de R$ 61 milhões repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro. A investigação sobre o financiamento de “Dark Horse” foi autorizada pelo STF em julho.

— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) August 20, 2026

Carvalho também comentou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável ao envio à primeira instância de inquéritos envolvendo Lulinha. Segundo a PGR, as investigações não incluem autoridades com foro por prerrogativa de função, argumento utilizado para defender que os processos deixem o STF.

Lulinha é investigado pela Polícia Federal em inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção. As apurações surgiram a partir de desdobramentos da Operação Sem Desconto, relacionada às fraudes em descontos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é acusado de participação no esquema de descontos indevidos do INSS, o que pesa sob ele, de acordo com as investigações, é de que ele teria usado o parentesco para supostamente influenciar o Ministério da Saúde a regularizar o uso de canabidiol, o que beneficiaria uma empresa da qual ele aparece como sócio. A defesa nega irregularidades.

Na última quinta-feira (20), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF que envie o caso para a primeira instância, considerando a ausência de investigados com foro privilegiado.

Para Carvalho, a repercussão em torno das investigações e da posição da PGR também estaria sendo utilizada politicamente em meio à disputa eleitoral.