Lula afirmou que Edson Fachin deve impedir que o Caso Master interfira nas eleições de 2026 e defendeu reformas no Judiciário e na política.
O presidente Lula cobrou nesta quarta (16) que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, impeça que os desdobramentos do Caso Master interfiram nas eleições de 2026. A declaração veio após uma sessão tensa da Corte que discutiu a possibilidade de investigação formal sobre o ministro Alexandre de Moraes.
O STF realizou a sessão na terça (15), em um debate que se estendeu por quase oito horas. Os ministros trocaram acusações e enfrentaram momentos de tumulto ao discutir se Moraes poderia ser alvo de investigação por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Lula defendeu a apuração de todas as acusações que envolvam autoridades públicas e o Banco Master. Ao comentar as revelações, o presidente usou a expressão “suruba” para se referir a relações entre políticos e juízes e reivindicou para seu governo a prisão de Vorcaro e o desmonte do banco.
O presidente também declarou que trabalhará por uma reforma do Poder Judiciário se conquistar um quarto mandato. “Não tem como não discutir mais isso. Tem muita queixa e a imagem não tá boa, aquele debate ontem na televisão, aquilo não é correto”, disse o petista.
Lula elogiou Moraes por sua atuação no Supremo e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022. “Acho que Moraes fez um trabalho extraordinário para garantir a democracia nesse país, prendendo o Bolsonaro e os golpistas com ele”, afirmou.
Ao abordar a disputa eleitoral, o presidente disse que as investigações sobre o Banco Master deixariam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “nervosinho”. Lula associou a reação a alegações sobre o chamado Caso Dark Horse e a episódios envolvendo Vorcaro.
A sessão no STF terminou sem uma decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes. O ministro Flávio Dino pediu vista do processo depois de quase oito horas de discussão, e Fachin encerrou o julgamento sem definir uma data para a retomada.




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