Ao menos três pessoas morreram e quatro funcionários do estabelecimento continuam desaparecidos
Compartilhar matériaImagens de câmeras corporais divulgadas pela Agência Nacional de Polícia do Japão nesta quarta-feira (29) mostram a destruição no interior do shopping Aeon na província de Kumamoto, um dia após um terremoto de magnitude 7,1 atingir a região.
O local sofreu uma explosão que devastou o edifício depois do tremor na terça-feira (28).
O vídeo mostra tetos destruídos e vigas de aço expostas pendendo sobre o interior devastado do prédio, com lojas danificadas ao longo dos corredores.
Policiais foram vistos em meio aos escombros antes de descerem uma escada rolante para verificar os andares inferiores.
Pelo menos oito pessoas foram retiradas dos escombros do shopping parcialmente desabado, destruído por uma aparente explosão cerca de uma hora após o terremoto de magnitude 7,1. Destas, três morreram.
A operadora do centro comercial informou que quatro funcionários do estabelecimento continuavam sem localização confirmada após a verificação da equipe, composta por cerca de 2.700 pessoas. Os clientes foram retirados logo após o tremor inicial.
As autoridades estão investigando uma possível explosão de gás no shopping, segundo a imprensa. Equipes de resgate relataram sentir cheiro de gás dentro do prédio, mas a causa da explosão ainda está sendo apurada, afirmou o principal porta-voz do governo do Japão, Minoru Kihara.
O número de mortes confirmadas em decorrência do terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o Japão na terça-feira (28) chegou a 13, afirmou a primeira-ministra Sanae Takaichi durante uma declaração à imprensa, segundo a emissora pública japonesa NHK.
A informação foi confirmada pela afiliada da CNN no Japão, TV Asahi.
Takaichi também afirmou que equipes de resgate buscam freneticamente por sobreviventes presos sob os escombros na região de Kumamoto, sul do país.
"Mesmo agora, há pessoas esperando para serem resgatadas, e esta é uma corrida contra o tempo. Mobilizaremos todos os recursos disponíveis no local para salvar e resgatar o maior número possível de pessoas", disse Takaichi a repórteres em seu escritório em Tóquio, um dia após o terremoto, elevando o número de vítimas em relação às mortes relatadas anteriormente.
O terremoto interrompeu o fornecimento de energia para milhares de residências e danificou estradas em toda a região.
Em toda a província, que também sofreu um terremoto fatal há uma década, cerca de 260 mil pessoas foram orientadas a se dirigir a centros de acolhimento, informaram as autoridades.
O epicentro do terremoto foi a cerca de 20 quilômetros ao sul da cidade de Kumamoto, a maior cidade da região central de Kyushu, com uma população de cerca de 700 mil habitantes.
As autoridades alertaram os moradores das áreas que sentiram os tremores mais fortes para que fiquem atentos a novos terremotos intensos durante cerca de uma semana, bem como ao risco de deslizamentos de terra.
Com mais de 36 mil residências ainda sem energia elétrica, as autoridades estão preocupadas com o risco de insolação, já que as temperaturas sobem para cerca de 34 graus Celsius nesta quarta-feira (29).




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