Ele foi condenado a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos, além de multa no valor de 12 vezes do último salário como governador.

06/09/2026 00h00 Atualizado 06/09/2026

O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado por improbidade administrativa devido a regalias em presídios fluminenses. A decisão do TJRJ estipula multa de R$ 1 milhão.

Em Benfica, o Ministério Público apontou regalias como uma videoteca, camarão e queijos na cela. Ele também tinha eletrodomésticos proibidos e equipamentos de musculação exclusivos.

Já em Bangu 8, Cabral recebeu visitas de autoridades e parentes sem fiscalização ou revista. A defesa do ex-governador recorreu, classificando a condenação cível como 'desarrazoada'.

Sérgio Cabral é condenado a pagar R$ 1 milhão por regalias em presídios do Rio

A nova condenação de Sérgio Cabral por improbidade administrativa traz de volta episódios de regalias que o ex-governador teve enquanto esteve preso nos presídios de Benfica e Bangu 8, no Rio.

Entre os casos citados estão uma "videoteca" montada na cadeia, alimentos como camarão encontrados na cela e visitas pessoais feitas fora dos dias e horários permitidos.

Cabral foi condenado pela 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos, além de uma multa equivalente a 12 vezes o último salário que recebeu como governador. Outras seis pessoas também foram condenadas no processo.

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Imagens de câmeras de Bangu 8 mostram regalias a certos presos

'Videoteca' com TV de 65 polegadas

Videoteca instalada em presídio no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Um dos episódios ocorreu no presídio de Benfica e ficou conhecido como o caso da "videoteca". Segundo o Ministério Público do Rio (MPRJ), uma entidade religiosa teria feito uma doação fraudulenta de um home theater de 65 polegadas, além de um aparelho de DVD e diversos filmes.

Depois que o caso veio à tona, a igreja negou ter feito qualquer doação ao presídio.

Camarão e colchão diferente

MP encontra em presídio onde está Cabral alimentos não permitidos

Também foram encontrados na cela de Cabral alimentos in natura, como camarão, além de queijos e quitutes de bacalhau (veja acima).

Uma das embalagens encontradas tinha o nome de Cabral escrito na tampa. Os alimentos estavam ensacados e armazenados em tonéis. Refrigerantes e iogurtes eram mantidos em baldes de gelo para conservação. Na época, Cabral alegou que o iogurte era vendido na cantina do presídio.

A presença desses alimentos fazia parte do conjunto de regalias apontadas pelo Ministério Público durante a passagem do ex-governador pelo sistema penitenciário.

Ainda em Benfica, promotores constataram que Cabral tinha acesso a itens que não eram disponibilizados aos demais presos.