O perfil da mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) sofreu uma mudança drástica e preocupante no Acre. Dados do Boletim Epidemiológico no 21, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), revelam que, enquanto as mortes entre idosos apresentaram uma queda acentuada, os óbitos de crianças com menos de dois anos atingiram [...]
O perfil da mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) sofreu uma mudança drástica e preocupante no Acre. Dados do Boletim Epidemiológico nº 21, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), revelam que, enquanto as mortes entre idosos apresentaram uma queda acentuada, os óbitos de crianças com menos de dois anos atingiram o maior patamar dos últimos três anos.
Em contrapartida, a população com 60 anos ou mais registrou uma redução expressiva na mortalidade por complicações respiratórias. O número de óbitos nessa faixa etária despencou de 67 em 2024 para 15 em 2026, o que representa uma redução de aproximadamente 78%.
Essa inversão modificou completamente a distribuição proporcional das fatalidades no estado:
Em 2024: Os idosos representavam 51,54% das vítimas fatais de SRAG.
Em 2026: A participação dos idosos caiu para 30%, enquanto as faixas etárias de 0 a 19 anos passaram a concentrar, juntas, 52% de todas as mortes provocadas pela síndrome no Acre.
De acordo com o monitoramento da Sesacre, o avanço dos casos graves está diretamente associado à forte circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), consolidado como o principal agente viral entre os pacientes hospitalizados neste ano.
A pressão sobre o sistema de saúde é liderada pelo público infantil. No topo das internações por SRAG estão as crianças de 2 a 4 anos (343 casos), seguidas de perto pelos idosos (305), pelas crianças de 5 a 9 anos (304) e pelos menores de dois anos (248).
Recomendações Oficiais: Diante do cenário alarmante, a Sesacre reforçou a necessidade urgente de intensificar o monitoramento de leitos de enfermaria e de UTI pediátrica, ampliar a vigilância epidemiológica e fortalecer as campanhas de vacinação para os grupos prioritários, visando frear o agravamento da crise na rede hospitalar acreana.
*Com informações do site ac24horas




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