Paulo Briguet“O Paulo Briguet é o Rubem Braga da presente geração. Não percam nunca as crônicas dele.” (Olavo de Carvalho, filósofo e escritor)

Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleO Pixuleco é uma forma de não deixar cair no esquecimento todo o mal e a destruição promovidos pelos governos petistas nos últimos 24 anos. (Foto: Arquivo/Atila Alberti/Gazeta do Povo)Ouça este conteúdo

Todo poder ignora o povo e contra ele será exercido: eis o artigo único da Constituição do Brasil petista. Há muito tempo, milhões de brasileiros já perceberam isso. Na verdade, até os eleitores do PT sabem disso, mas preferem continuar negando sistematicamente a realidade.

O caráter essencialmente maligno do Regime PT-STF explica a obsessão dos ditadores supremos em censurar a voz da população. A prioridade do atual desgoverno é esconder, de qualquer maneira, os famigerados cinco C’s que atormentam os brasileiros comuns: custo de vida, criminalidade, corrupção, carga tributária e censura. (Sim, uma das funções da censura é negar a existência da própria censura.)

Querem um exemplo? No último dia 20, durante uma visita do ocupante da Presidência a Natal, um delegado da PF abordou cidadãos que levaram para a rua o Pixuleco, boneco inflável que se tornou célebre durante as manifestações do Fora Dilma.

O Pixuleco é a pura expressão da irreverência e do humor nacionais, saído dos blocos de carnaval para as manifestações políticas de todo o país. Ele apareceu pela primeira vez há 11 anos, em agosto de 2015, durante um protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e se tornou o que os articulistas antigos chamariam de “coqueluche”.

Eu sou fã do Pixuleco. Ele é perfeito não apenas por mostrar a figura de Lula com roupas de presidiário e o número 13-171, mas também por representar o vazio da mentalidade esquerdista: por dentro do Pixuleco, só existe ar.

O nome Pixuleco não surgiu por acaso: ele veio da expressão utilizada pelo ex-tesoureiro do PT para se referir às propinas e repasses ilegais descobertos pela Lava Jato.

Não se trata, portanto, de uma simples brincadeira: o Pixuleco é uma forma de não deixar cair no esquecimento todo o mal e a destruição promovidos pelos governos petistas nos últimos 24 anos

Precisamos de mais Pixulecos! Que eles voltem a aparecer nas ruas, nas praças, nas redes, nas campanhas e nas conversas do Brasil inteiro. Que se multipliquem Pixulecos grandes, médios e pequenos. Que surjam Pixulecos nas camisetas, nas janelas, nas portas, nos carros e nas solenidades. Que nenhum apoiador do atual regime dê um passo sem topar com algum Pixuleco ou Pixulequinho (numa referência ao Caso Lulinha).

O Pixuleco é a piada que denuncia a tragédia brasileira. Assim como o carrinho de supermercado, como o preço dos alimentos, como a dívida das famílias, como a hediondez do crime, o Pixuleco é incensurável e incancelável. Um será esfaqueado, surgirão outros dez. Um será confiscado, aparecerão cem. Um será apreendido pela esquerda, dez mil surgirão à direita.

Viva o Pixuleco! Lula precisa voltar a ser uma piada, para que o Brasil deixe de ser uma calamidade.

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A ditadura brasileira desenterra o diploma de jornalismoNosso futuro não é Suíça, LulinhaO que significa votar em Lula nas atuais circunstâncias?Paulo BriguetPaulo Briguet é escritor, jornalista, palestrante e professor de literatura. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias de comunicação no Paraná. Foi colunista da Folha de Londrina e editor-chefe do jornal Brasil Sem Medo. Publicou diversos livros, dentre eles: “Nossa Senhora dos Ateus”, "Coração de mãe", “O Mínimo sobre Distopias” e “Diário de Moby Dick”. Já escreveu mais de 2 mil crônicas. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.

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