Após cinco anos de testes, cerveja é lançada com 10 gramas de proteína e sem álcool
Compartilhar matériaDe acordo com o último balanço da Ambev, o volume de cerveja vendido no Brasil no primeiro trimestre deste ano cresceu 1,2% na comparação anual. Resultado que contribuiu para a empresa olhar a um novo mercado de consumo da bebida.
Dentro desse contexto - e com a mudança de hábito de consumo de bebidas pela população - o portfólio de produtos que a empresa chama de “escolhas equilibradas” avançou na casa dos 70%.
De acordo com dados da consultoria NielsenIQ, o volume de bebidas alcoólicas consumidas no país caiu 4,1% entre 2024 e 2025. No mesmo período, o consumo de cerveja retraiu 4,2%.
O segmento premium, que era 4% do volume em 2010, superou 25% em 2025, enquanto a produção total de cerveja no Brasil caiu 8,85% no mesmo período, segundo dados do Anuário da Cerveja 2026.
Com foco nessa mudança e para atender buscas por alternativas mais saudáveis, a Ambev passou os últimos cinco anos testando mais de cem fórmulas para entregar um produto que se adequasse aos hábitos e gostos desse novo perfil de cliente.
O resultado dessas pesquisas foi divulgado nesta semana, com a apresentação de uma nova cerveja sem álcool e com 10 gramas de proteína por lata de 350ml. A novidade está na lista de ingredientes: além dos tradicionais malte, lúpulo, levedura e água, a Spaten Pro traz em sua fómula whey protein e colágeno - nomes mais familiares para quem gasta mais horas fazendo exercícios do que sentado em uma mesa de bar.
"No Brasil, a gente tem tentado se posicionar como mercado onde somos pioneiros em inovações. Eu acho que isso tem coisas boas e coisas mais difíceis", afirma Dani Waks, vice-presidente de Marketing da Ambev.
Após o lançamento, em agosto, a Ambev pretende utilizar os primeiros resultados para avaliar possíveis mudanças no produto e definir o cronograma de expansão.
"Tem todo o passo de prototipagem, de colocar no mercado. Agora começa uma etapa exaustiva de aprendizado, de ouvir o consumidor, de ter humildade e, se precisar ajustar alguma coisa. Então, pode ser que, daqui a seis meses, a gente fale para vocês: ajustamos o produto, melhoramos, evoluímos", explica Gabriela Gallo, diretora de Inovação da Ambev.
O repórter viajou a convite da Ambev




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