Durante mais de um século, conduzir significou observar, decidir e tomar decisões. Agora, a Inteligência Artificial está a assumir um papel cada vez mais importante nessa tarefa, e a XPENG posiciona-se na linha da...

23 Jun 2026 · Motores/Energia 6 Comentários

Durante mais de um século, conduzir significou observar, decidir e tomar decisões. Agora, a Inteligência Artificial está a assumir um papel cada vez mais importante nessa tarefa, e a XPENG posiciona-se na linha da frente desta revolução tecnológica.

A empresa chinesa tem levado a cabo uma transformação na forma como os seus carros interpretam a condução. Tudo isso graças a novas tecnologias, uma aposta que quebra com as arquiteturas tradicionais de assistência à condução.

A XPENG aposta numa abordagem fortemente centrada em Inteligência Artificial, redes neuronais e modelos de aprendizagem profunda.

A melhor tecnologia que apareceu nos últimos anos apresentava sistemas de condução autónoma construídos com base em módulos separados. Um sistema identificava objetos, outro planeava a trajetória e um terceiro controlava o veículo.

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A XPENG está a abandonar essa arquitetura tradicional em favor de sistemas “end-to-end”, onde uma única rede neuronal analisa os dados recolhidos pelos sensores e toma decisões de condução quase em tempo real.

Esta abordagem aproxima-se da utilizada pela Tesla com o Full Self-Driving, mas a XPENG está a desenvolver a sua própria tecnologia de forma independente.

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— Pplware (@pplware) June 18, 2026

Aqui há uma simples vantagem, quanto mais quilómetros o sistema percorre, mais aprende e melhor se adapta a situações complexas do mundo real.

No centro desta estratégia encontra-se o XNGP (Xpeng Navigation Guided Pilot), o sistema avançado de condução assistida da marca.

O XNGP permite navegar automaticamente em autoestradas, estradas urbanas e parques de estacionamento, realizando mudanças de faixa, ultrapassagens, entradas e saídas de vias rápidas, bem como manobras de estacionamento praticamente sem intervenção do condutor.

A XPENG tem vindo a evoluir este sistema para uma arquitetura totalmente baseada em IA, eliminando gradualmente a dependência de mapas de alta definição e permitindo uma adaptação mais flexível a diferentes países e condições de circulação.

Uma das maiores diferenças da XPENG face a muitos concorrentes está no desenvolvimento interno de hardware.

A empresa criou o seu próprio processador para Inteligência Artificial, denominado Turing AI Chip. Este chip foi concebido especificamente para veículos inteligentes, robôs humanoides e futuras plataformas de mobilidade aérea.

Segundo a empresa, cada chip disponibiliza até 750 TOPS (triliões de operações por segundo), sendo capaz de executar modelos de IA com dezenas de milhares de milhões de parâmetros.

Algumas configurações utilizam vários destes chips em simultâneo, ultrapassando os 2.200 TOPS de capacidade computacional.

Esta potência é essencial para processar em tempo real a enorme quantidade de informação proveniente de câmaras, radares e outros sensores.

A mais recente evolução tecnológica da XPENG chama-se VLA (Vision-Language-Action).