O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, defendeu hoje uma agenda de forte ajuste fiscal para o país, incluindo uma nova reforma da Previdência, uma reforma administrativa e a revisão dos programas sociais. Em evento pr…
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (22) que pretende privatizar empresas estatais em larga escala caso seja eleito, criticou o envolvimento de instituições públicas em operações ligadas ao Banco Master e defendeu a criação de uma modalidade alternativa de contratação por hora trabalhada para ampliar a formalização do mercado de trabalho. As declarações foram feitas durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
“Não existe vaca sagrada quando se diz respeito a estatal”, afirmou Zema. Segundo ele, o governo deveria concentrar esforços em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura, deixando atividades econômicas para a iniciativa privada. O pré-candidato disse que pretende repetir no plano federal a política adotada em Minas Gerais, onde, segundo ele, mais de 115 empresas e participações estatais foram vendidas durante sua gestão.
Zema argumentou que diversas estatais se tornaram estratégicas apenas para grupos políticos e não para a população. Na sua avaliação, uma gestão privada seria capaz de aumentar a eficiência dessas companhias e gerar recursos para investimentos em infraestrutura.
Ao responder sobre o Banco Master, o ex-governador afirmou que o episódio reforça sua visão crítica sobre a participação do Estado na economia. Segundo ele, a operação contou com envolvimento de bancos estatais e fundos de pensão públicos, enquanto investidores privados permaneceram afastados. “O setor privado não se envolveu, mas aquilo que é estatal está sempre assumindo riscos”, afirmou.
Na área trabalhista, Zema defendeu a criação de mecanismos mais flexíveis de contratação, incluindo modelos baseados em remuneração por hora trabalhada. Segundo ele, milhões de brasileiros realizam atividades temporárias ou complementares à renda principal, mas acabam atuando na informalidade porque a legislação atual não oferece instrumentos adequados para esse tipo de relação de trabalho.
O pré-candidato citou como exemplo trabalhadores que possuem emprego formal durante a semana e fazem serviços extras aos fins de semana para complementar a renda. Na sua avaliação, contratar alguém legalmente para períodos curtos continua sendo excessivamente burocrático.
Para Zema, a criação de uma alternativa à CLT para atividades ocasionais permitiria ampliar a formalização e recuperar o espírito das mudanças promovidas pela reforma trabalhista de 2017. Ele afirmou que é necessário adaptar a legislação à realidade do mercado de trabalho e argumentou que Brasília muitas vezes ignora situações vividas diariamente por trabalhadores e empresas.

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