Aliados de Zema acreditam que com debates e pedidos de impeachment contra ministros do STF, o mineiro pode se recuperar nas pesquisas

Belo Horizonte – O candidato à presidência e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) vem colhendo sucessivas más notícias a cada pesquisa de intenções de voto, mas sua campanha vê uma cartada para tentar mudar o cenário de derretimento ao longo desta semana.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14/9) mostrou o mineiro com 1% na pesquisa estimulada de primeiro turno, um ponto percentual a menos que no levantamento anterior, realizado em 7 de setembro.

Já pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana mostrou que, entre eleitores de Minas, estado que governou por dois mandatos, Zema derreteu de 10% em agosto para 5%.

“Amanhã é um dia muito importante. O Novo é o único partido que pediu impeachment para Alexandre de Moraes e no julgamento de afastamento, nós vamos estar lá. Começa a pegar um pouco a subida [nas pesquisas] porque a turma vai entender quem está querendo libertar o Brasil de tudo que tem acontecido”, afirmou o presidente estadual do partido, Christopher Laguna.

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Os obstáculos de Zema para reagir

Direita já tem favorito: Flávio Bolsonaro concentra 31% das intenções de voto em 1º turno segundo a Quaest, enquanto Zema aparece com 1%. Para crescer, o mineiro precisará disputar eleitores que já estão majoritariamente alinhados ao candidato do PL; Pauta anti-STF também é bolsonarista: críticas ao STF e pedidos de impeachment de ministros não são uma bandeira exclusiva do Novo. O discurso também é explorado por Flávio, pelo PL e por seus principais aliados; Risco de beneficiar o rival: ao ampliar o debate sobre Alexandre de Moraes, Zema pode mobilizar a direita, mas não necessariamente atrair os votos para si. A pauta pode reforçar Flávio Bolsonaro, que já lidera nesse campo; Queda na própria vitrine: o recuo de 10% para 5% em Minas enfraquece o argumento de que seus dois mandatos como governador seriam a principal credencial para nacionalizar a candidatura; Distância no segundo turno: na Quaest, Lula vence Zema por 45% a 33% em uma eventual disputa direta. Contra Flávio, o presidente aparece tecnicamente empatado, com 40% ante 42%;

Em seu site, o Novo exige que todos seus candidatos estejam compromissados com o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mencionando os nomes de Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli como alvos preferenciais.

A pesquisa coloca o candidato do Novo em sexto entre os candidatos, sem mencionar os 10% de indecisos e os 7% que responderam que não votariam ou que iriam de branco.

À frente de Zema estão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 36%; Flávio Bolsonaro (PL) com 31%; Augusto Cury (Avante) que tem 7%; Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4%.

Laguna também acredita que, com a presença em debate, principalmente em que Lula estiver, a tendência é que o mineiro registre um crescimento.