O candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) classificou como populista a aprovação do projeto que põe fim à escala de trabalho 6x1. A afirmação foi feita durante sabatina no podcast Inteligência Ltda. "Quero uma legislação que se adeque à realid…

O candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) classificou como populista a aprovação do projeto que põe fim à escala de trabalho 6x1. A afirmação foi feita durante sabatina no podcast Inteligência Ltda.

"Quero uma legislação que se adeque à realidade do brasileiro. O que estamos vendo é um populismo sem tamanho. O governo está desesperado atrás de voto, porque é mal avaliado, e fica falando que vai melhorar a vida do povo com decreto", afirmou Zema.

O candidato defendeu a modernização das leis trabalhistas, com a possibilidade no país de contração de trabalhador por dia, e mudança nas leis para que jovens de 14 a 16 anos possam trabalhar com carteira assinada.

Zema também defendeu a proibição das bets no país. "Faria uma medida provisória no primeiro dia de governo. Corta o mal pela raiz e depois vê como conduz a votação do assunto no Congresso", disse.

Em relação à reforma tributária, Zema disse ser a favor da simplificação do sistema tributário e defendeu a retirada gradual de incentivos tributários a setores ou regiões. "A Zona Franca existe há 70 anos, já deu tempo de consolidar a economia. Será que precisa de incentivo desse tamanho? Para mim tem que ter um desmame", disse. O candidato também defendeu que todos paguem impostos e pessoas de renda mais baixa recebam uma restituição.

Zema voltou a defender a privatização de estatais e uso dos recursos obtidos com a venda para fazer investimentos em infraestrutura. "A minha visão é que as estatais são usadas para fazer politicagem. Os políticos comprados usam as estatais para suas negociatas. O Estado já tem uma missão gigante na área de segurança pública, de saúde, de educação, de infraestrutura. Já tem coisa demais para fazer. E empresa do setor privado toca melhor", disse Zema.

O ex-governador também disse que o governo federal é "gastão" e não tem recursos para fazer investimentos nas estatais. "Temos um governo que não tem dinheiro para reformar estradas, vai ter dinheiro para investir nessas estatais que precisam de bilhões em investimentos? Não vai", disse.

Perguntado até que ponto estaria disposto a negociar com os partidos do centrão para conseguir aprovação do Congresso para as privatizações, Zema disse que não abre mão de valores republicanos e que se algum partido quiser caminhar junto e tiver nomes competentes serão bem vindos, mas não haverá loteamento do governo.

Na área de segurança, Zema disse que, se eleito, vai buscar uma parceria com Bolívia, Colômbia, Peru e Estados Unidos para fazer o monitoramento da região conhecida como Rota do Solimões, principal via fluvial de escoamento do narcotráfico internacional na Amazônia. E atuação das Forças Armadas no combate ao crime organizado. "Eu vou colocar todo o aparato do Estado para combater o crime organizado. E vou classificar essas organizações como terroristas", disse Zema.

O candidato disse que trabalhar em colaboração com os Estados Unidos não significa perda de soberania. "É uso de satélite para monitoramento, mais tecnologia, treinamento para nossos homens poderem operar os equipamentos. Vamos combater o crime como nunca aconteceu no Brasil", afirmou.

Na área de saúde, Zema defendeu a criação do exame de proficiência na medicina, com exames periódicos para saber se os profissionais estão atualizados sobre medicamentos e tratamentos mais recentes. Ele também defendeu o fortalecimento do serviço de atenção primária no país.02/09/2026 22:52:06