Ex-governador diz que conversa com Mateus Simões no Café Nice tratou de obra viária; vice da chapa será definido próximo às convenções
O ex-governador Romeu Zema (Novo) disse, nesta sexta-feira (10/7), que a visita ao tradicional Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, não teve como pauta as eleições de outubro nem a definição do candidato a vice na chapa do governador Mateus Simões (PSD).
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Segundo Zema, o principal assunto discutido entre os dois foi a paralisação do Rodoanel Metropolitano, cuja execução enfrenta disputas judiciais relacionadas ao impacto sobre uma comunidade quilombola. Ao ser questionado sobre uma eventual conversa eleitoral durante o encontro, Zema afirmou que a prioridade foi discutir obras consideradas estratégicas para Minas Gerais.
O ex-governador criticou a demora para o avanço do empreendimento, que já teve a concessão assinada e recursos reservados para sua execução. Segundo ele, o impasse impede melhorias na mobilidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
"O que conversamos foi que Minas precisa destravar. Estamos preocupados com o Rodoanel que não avança. É um absurdo, uma obra que já foi concedida, que tem dinheiro separado, vai melhorar a mobilidade urbana e a emissão de gases", ponderou.
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Na sequência, Zema criticou a atuação da comunidade quilombola que questiona judicialmente o traçado da obra. "Uma comunidade que se diz e não é tradicional, que vive igual nós aqui, se manifesta e está barrando tudo. Uma obra de interesse de 4 milhões de pessoas, uma comunidade que tem umas 300 [pessoas] prejudicando. Esse é o Brasil que não avança. Isso é que tem sido pauta nossa aqui", declarou.
Questionado sobre a escolha do candidato a vice na chapa de Mateus Simões, o governador destacou que a definição ocorrerá mais próximo das convenções partidárias, após a consolidação da aliança de centro-direita construída pelo grupo. Segundo Simões, a decisão caberá a Zema. "Tenho certeza de que ele vai tomar essa decisão com tranquilidade, mais perto das convenções, quando a gente entender todo o panorama", afirmou.
O governador citou que a aliança reúne, até o momento, nove partidos - PSD, Novo, União Brasil, PP, Mobiliza, Solidariedade, PRD, Podemos e Democracia Cristã - e disse que nomes do Novo poderão compor a chapa. Zema evitou antecipar qualquer definição. "Exatamente. Tudo vai ser feito no momento adequado. Está tudo muito bem encaminhado", completou.
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Coordenador da federação em Minas, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), ressaltou, em diferentes momentos, que o grupo ainda aguarda a definição das candidaturas antes de anunciar o apoio para a eleição ao governo estadual. Na esfera nacional, a federação União Brasil-PP tem sinalizado neutralidade para a disputa presidencial.
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