CEO da Meta defende que empresas ajustem individualmente o ritmo de desenvolvimento para garantir a segurança dos modelos O post Zuckerberg critica proposta de desaceleração da IA e mira laboratórios rivais apareceu primeiro em Olhar Digital.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, entrou no debate sobre a velocidade de desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e criticou a proposta de uma desaceleração coordenada em toda a indústria. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (15), o executivo afirmou que os principais laboratórios de IA deveriam concentrar seus esforços em segurança, e não em melhorar continuamente a própria tecnologia.
Zuckerberg não citou diretamente a Anthropic ou seu CEO, Dario Amodei, mas sua manifestação ocorreu poucos dias depois de Amodei defender uma desaceleração global do desenvolvimento de IA por causa da rápida evolução das capacidades da tecnologia.
“Cada laboratório tem a responsabilidade e o incentivo para avançar no ritmo necessário para treinar seus modelos com segurança. A Meta assumiu esse compromisso e outros laboratórios também podem fazer isso”, escreveu Zuckerberg.
Zuckerberg adotou uma posição intermediária. O executivo reconheceu os riscos associados à IA, mas afirmou que as empresas já possuem incentivos para proteger seus usuários e podem desacelerar o desenvolvimento por conta própria, sem a necessidade de uma pausa coordenada para todo o setor.
Como exemplo, ele citou o Muse, novo agente de IA da Meta capaz de utilizar softwares de forma autônoma. Segundo Zuckerberg, a empresa adiou o lançamento do produto por vários meses para garantir que ele estivesse seguro.
“Nós não pedimos que todos os outros fizessem isso antes de nós. Simplesmente fizemos isso como parte do nosso trabalho diário porque era claramente a coisa certa para as pessoas e para nós”, afirmou.
Zuckerberg também fez críticas a laboratórios de IA que, segundo ele, estão correndo em direção ao chamado “autoaperfeiçoamento recursivo”. O conceito envolve o uso de sistemas de IA para desenvolver ou aprimorar a própria tecnologia.
Na avaliação apresentada pelo executivo, as empresas deveriam concentrar seus esforços em atender às necessidades das pessoas, em vez de priorizar essa corrida pelo desenvolvimento da própria IA.
A Meta vem tentando recuperar espaço na disputa de IA depois de ficar atrás da Anthropic e da OpenAI no ano passado. A empresa planeja lançar nas próximas semanas seu modelo de IA mais poderoso até o momento, desenvolvido internamente sob o codinome Watermelon.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.




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