Protesto acontece esta tarde, em Lisboa. Ainda neste jornal, mulher morre e 1.700 pessoas são retiradas de um resort na República Dominicana após um incêndio.
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Vamos às notícias na Rádio Observador, edição das 10 com Miguel Videira. Nesta altura, arranca em Sangalhos, no Conselho de Anadia, o congresso número 43 do PSD.
Que vai servir para eleger os órgãos nacionais do partido, depois da eleição direta de Luís Montenegro para mais um mandato à frente dos social-democratas. Desta assembleia magna, sai também a moção de estratégia global, as linhas orientadoras da ação do partido para os tempos mais próximos. Seguimos até ao Velódromo Nacional de Sangalhos. É lá que está o Vasco Maldonado Correia. Vasco, bom dia. Este congresso acontece um dia depois do chumbo da proposta de lei do governo de alteração do Código do Trabalho. Há a expectativa de que se possa ficar a perceber de que forma este chumbo vai influenciar a estratégia do PSD e a ação do governo, em particular na relação com o Chega e Partido Socialista, os dois maiores partidos da oposição que votaram contra o pacote laboral.
Essa é a expectativa, Miguel, para o discurso do presidente do PSD, que será um dos principais momentos do início deste congresso. Uma intervenção que certamente irá tocar nesse chumbo do pacote laboral, mas que se espera que seja mais virado para dentro do partido do que para fora. A esta hora, os trabalhos ainda não arrancaram e decorre também o processo de credenciação dos congressistas. São já várias dezenas que se juntam aqui à porta, sendo que, por agora, o momento mais esperado é a chegada de Luís Montenegro, também com a expectativa de que possa responder a perguntas dos jornalistas quando por aqui passar. Antes desta reunião magna do PSD, em que Montenegro vai ser reeleito líder social-democrata, ele que desafiou Pedro Passos Coelho a avançar neste congresso, desafiou todos aqueles que duvidem do rumo que o partido está a levar, sendo que certamente esperaria, e na última semana isso também ficou claro pelas declarações do secretário-geral do partido, que este congresso fosse mais calmo do que talvez venha a ser. Isto porque tinha a expectativa de que o pacote laboral fosse aprovado no Parlamento e que, a ser tema, fosse um tema de regozijo para a direção do PSD, que vai agora cessar funções e que vai ser novamente reeleita.
Vasco Maldonado Correia, um dos jornalistas que integra a vasta equipa do Observador, que ao longo deste fim de semana acompanha o congresso número 43 do Partido Social-Democrata.
E já daqui a pouco vamos regressar ao Velódromo de Sangalhos para acompanhar em direto o discurso de Luís Montenegro, que assinala a abertura deste congresso. Luís Montenegro, que ontem, nas vestes de primeiro-ministro, expressou total confiança na ministra do Trabalho. Isto apesar do chumbo das alterações ao Código do Trabalho.
E também Maria do Rosário Palma Ramalho recusou uma derrota pessoal.
Julgo que é, sobretudo, uma derrota para o país, porque, de facto, perdeu-se uma oportunidade histórica de permitir que Portugal avançasse numa matéria em que está muito mal na cada da Europa, em termos de salários, em termos de produtividade. E esta reforma contribuía de uma forma equilibrada, ou seja, sem desvanecer de modo algum os direitos dos trabalhadores, no sentido de pôr Portugal mais próximo da Europa. E ao não conseguirmos isso, naturalmente, é uma oportunidade perdida para o país.
É esse o entendimento da ministra do Trabalho.
O voto contra do Chega acabou por ser determinante para o chumbo do pacote laboral.
O governo optou por seguir em frente e dizer que nenhuma mexida na idade da reforma podia ser feita, porque desequilibraria todo o sistema de pensões. Procurei até à última hora que fosse possível chegar a um consenso. O que não posso, porque a consciência não permite e porque os eleitores também não o permitiriam, nem aceitariam, é trair a visão fundamental que temos de que uma reforma ou dita reforma laboral possa transformar-se num instrumento de perseguição sobre quem trabalha e destruição da economia portuguesa.
Justificação de André Ventura para o voto contra do Chega, da proposta de lei do governo de alterações ao Código do Trabalho.
E Miguel, para este fim de semana está prevista uma onda de calor. Os termômetros vão chegar muito perto dos 40 graus a várias regiões do país.
Sim, 39 graus em Évora, 38 em Castelo Branco e Beja, sendo que para Lisboa as temperaturas vão hoje atingir os 33 graus. Há oito distritos do interior Norte, Alentejo e Centro sob aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. As temperaturas altas vão manter-se nos próximos dias e vai também aumentar o número de distritos sob aviso do IPMA.
E face a este aumento das temperaturas, a GNR reforçou os meios para a prevenção e detecção precoce de incêndios rurais.
Duzentas e 10 patrulhas móveis diárias e 20 adicionais asseguradas pelas Forças Armadas. O anúncio foi feito hoje pela GNR. O IPMA coloca mais de 20 concelhos do país em risco máximo de incêndio rural na região Centro e Algarve. Nos próximos dias, o risco aumenta também para a região Norte de Portugal continental, a acompanhar a subida de temperaturas.
Atualidade internacional, cessar-fogo, aparentemente só no papel. Um dia depois de ter sido anunciada uma trégua entre Israel e o Hezbollah, esta manhã a notícia, Miguel, de novos ataques das forças israelitas ao sul do Líbano.
E um desses ataques resultou na morte de um soldado libanês. É o que avança a agência de notícias estatal do Líbano. No total, morreram três pessoas na sequência das intervenções militares das últimas horas. O Irão volta a avisar que os Estados Unidos têm de garantir que Israel cessa os ataques ao Líbano, um dos pontos do memorando de entendimento alcançado por iranianos e norte-americanos. Ontem surgiram informações de que Teerão tinha decidido suspender as negociações com os Estados Unidos, precisamente por causa dos ataques israelitas ao Líbano.
A verdade é que não aconteceu a ronda negocial que estava prevista para ontem na Suíça, mas ao que tudo indica, deve realizar-se hoje.
É essa a expectativa. Um alto funcionário da administração norte-americana dá conta de que o enviado especial de Donald Trump para o Médio Oriente, Steve Witkoff, viaja este sábado para a Suíça. A viagem foi ontem cancelada, segundo a Casa Branca, por motivos logísticos.


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