Acordo foi assinado durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque. Ainda, António Guterres diz que as superpotências não conseguem resolver os problemas do mundo sozinhas.

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Jornal das 5, na Rádio Observador, com Miguel Cordeiro. Em destaque: os Estados Unidos e a Dinamarca assinaram há instantes o acordo de defesa para a Gronelândia.

Um acordo que foi anunciado no fim de semana e que prevê uma maior presença militar norte-americana nesse território. Tem como objetivo reforçar a segurança comum no Ártico e também no Atlântico Norte. Foi assinado pelos chefes de Estado da Dinamarca, bem como dos Estados Unidos da América. Aconteceu à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que está a decorrer em Nova Iorque. Nas primeiras reações, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, garantiu que o acordo reconhece as contribuições norte-americanas para a segurança e defesa da ilha. A mesma posição tem o primeiro-ministro da Gronelândia, Hans Frederik Nielsen, que afirmou que a segurança norte-americana garante também a segurança da Gronelândia.

A Assembleia Geral das Nações Unidas arrancou com a última intervenção de António Guterres enquanto secretário-geral da ONU. No discurso de despedida, quis dizer que as superpotências, no entender de Guterres, afinal, Miguel, não são assim tão super.

Não conseguem sozinhas resolver o problema do mundo. António Guterres diz que esta é a lição a retirar dos conflitos que começaram durante os últimos 10 anos.

"A construção de um futuro em rede começa com o reconhecimento, especialmente por parte das superpotências, de que o poder não é assim tão super, de que o poder tem limites. E os acontecimentos dos últimos anos tornaram isso inequivocamente claro. O poder militar por si só não pode garantir a paz, o poder económico por si só não pode assegurar a estabilidade e o poder tecnológico por si só não pode garantir a segurança".

Desafios que devem ser enfrentados, diz António Guterres, através da cooperação entre os diferentes países. Já sobre os conflitos que estão em curso, criticou a atuação de Israel nos territórios palestinianos, mas também a atuação da comunidade internacional e disse que a solução dos dois Estados está a esfumar-se diante dos olhos de todos.

E Donald Trump responde a António Guterres, garante que a América está de volta.

Em Nova Iorque, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, como escutámos, o secretário-geral das Nações Unidas deixou essa ideia de que não existem superpotências. Donald Trump respondeu, discursou minutos depois e logo no início deixou uma mensagem bem clara: aquela que é considerada a maior superpotência do mundo está de volta e a expandir-se.

"Posso afirmar com orgulho que a América está de volta, que o nosso país está hoje mais forte do que nunca. A América está a ascender, a nossa nação está a crescer. O nosso poder está a expandir-se. O nosso país está melhor do que nunca e o nosso futuro é muito promissor".

Depois do discurso, que mais pareceu um Estado da nação, os Estados Unidos da América, Donald Trump falou também da guerra no Irão e disse que tem uma decisão difícil entre mãos. Ou negoceia ou ataca.

"Eu tenho uma grande decisão a tomar. Será que se chegará a um acordo com o Irão que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que alguma vez foi, talvez um dos maiores do Médio Oriente ou mesmo do mundo? Ou devo aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente, sem lhes dar nunca a oportunidade de voltar a matar e destruir pessoas e países? Devo empurrá-los para o inferno, sem qualquer hipótese de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura ou de gerações vindouras? Mas acredito que chegaremos a um acordo logo após as eleições".

Donald Trump a discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas.

E a relação entre Israel e a Palestina foi tema abordado pelo presidente do Brasil no discurso na Assembleia Geral da ONU.

Acusou Israel de genocídio em Gaza e daí o partiu para uma análise às atuais capacidades das Nações Unidas. Lula da Silva lamenta que a ONU não consiga dar resposta aos conflitos que estão em curso.

Este é o momento mais crítico das Nações Unidas. O sentimento que me move hoje é o da indignação. A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena. Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel.

Críticas de Lula da Silva, também nesse discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em Portugal, o governo vai avançar com a concentração de urgências metropolitanas e regionais de ortopedia e traumatologia, isto na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Anúncio feito pela Ministra da Saúde, está a ser ouvida na primeira audição regimental da Comissão de Saúde na Assembleia da República. Criticou a ministra a dispersão de recursos na forma de organização das urgências e anunciou que o governo vai agora avançar com uma nova concentração, neste caso para ortopedia e traumatologia. Isto a acontecer já nos próximos meses.

O Ministro da Defesa sublinha que a compra de fragatas não pode ter intermediários.