Scott Bessent alerta que entidades que “facilitem a lavagem de dinheiro” do Irão, será excluído do sistema financeiro baseado no dólar. Ainda, Hugo Soares no arranque da Universidade de Verão do PSD
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Jornal das 7, com a Laura Figueiredo. Começamos pela atualidade internacional. Os Estados Unidos ameaçam tomar medidas unilaterais contra os países que continuem a manter relações com o Irão.
Anúncio feito há pouco pelo secretário norte-americano do Tesouro, em conferência de imprensa na Casa Branca. Scott Bessent avisa que as entidades que tenham relações com o Irão ou que facilitem a lavagem de dinheiro vão ser excluídas do sistema financeiro norte-americano baseado no dólar e avisa que o tempo já está a contar.
Cada país tem uma linha de tempo definida para terminar as atividades que identificamos. Se não agirem, faremos isso de forma unilateral, através das autoridades do Tesouro americano. Qualquer entidade que facilite a lavagem de dinheiro em nome do Irão vai ser excluída do sistema financeiro baseado no dólar. O tempo já está a contar. As novas sanções que foram lançadas hoje atingem alvos digitais, tecnologia, ouro, aviação e vendas iranianas.
Declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos na Casa Branca esta tarde. Scott Bessent garante ainda que ninguém está acima das sanções norte-americanas.
Na atualidade nacional, na Universidade de Verão do PSD, que arrancou esta hora, Hugo Soares diz que o resultado da governação mede-se no legado que o Governo vai deixar.
O resultado da governação se mede pelo país que lhes vamos deixar. Se o país que lhes vamos deixar é um país mais justo ou não, se é um país mais transparente, com menos privilégios injustificados ou não, se é um país com menos burocracia, mais simples, mais eficaz no relacionamento entre o Estado, as instituições e os cidadãos, se é, sobretudo, um país que permita que cada uma e cada um possa ser aquilo que quiser ser.
Hugo Soares no discurso de abertura da Universidade de Verão do PSD. Depois desta sessão, que dá início, segue-se o jantar com um autarca de Castelo de Vide.
André Ventura acusa o Governo de roubar nos combustíveis e exige esclarecimentos sobre uma taxa que considera ilegal.
Em causa está a contribuição do serviço rodoviário, uma taxa que incide sobre o preço dos combustíveis e que foi declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça da União Europeia em 2022. No entanto, o Governo optou por integrá-la no imposto sobre os produtos petrolíferos. Para André Ventura, considera que o Executivo está a cobrar um imposto ilegal e com consciência disso.
Apesar de a Justiça Europeia ter já várias vezes condenado Portugal por uma taxa ilegal sobre os combustíveis, a contribuição da segurança rodoviária, Portugal continua a aplicá-la. São €700 milhões a mais do que devíamos cobrar às pessoas nesta matéria. Uma coisa é os impostos legais. Estão errados, mas é o que temos. Outra é impostos ilegais. O Governo sabe que está a cobrar imposto ilegal e mesmo assim está a fazê-lo.
O Chega avançou já com pedido de esclarecimentos ao Ministério das Finanças. O Governo explica que o modelo de financiamento da rede rodoviária nacional atualmente em vigor está em plena conformidade com o direito europeu. Rejeita assim que exista uma taxa ilegal.
Em Évora, André Ventura falou também sobre o ministro da Administração Interna. Insiste que Luís Neves não tem condições para continuar no cargo.
O líder do Chega afirma que o partido já fez a sua parte ao falar com o Presidente da República e ao pedir uma comissão parlamentar de inquérito a este caso. André Ventura acusou o Primeiro-Ministro de não ter mão sobre Luís Neves.
O que se passa com Luís Neves é gravíssimo. Nós já fizemos a nossa parte. Lançámos uma comissão parlamentar de inquérito. Pedimos ao Parlamento que faça um voto de exoneração do ministro Luís Neves. Falei com o Presidente da República, pessoalmente, sobre a gravidade da situação. Se o Primeiro-Ministro, por qualquer motivo que eu desconheço, está comprometido com algum grau de cumplicidade e que não tem mão de autoridade sobre o ministro Luís Neves, então não tem autoridade sobre o país. Isto é mesmo uma questão central de democracia, não tem nada a ver sequer com partidarite.
André Ventura alega também que o Presidente da República concorda com a demissão de Luís Neves. Lembra as declarações de António José Seguro, quando disse que cada um tem que assumir as responsabilidades perante as suspeitas.
O ministro da Educação nega que o aumento do número de alunos colocados no ensino superior esteja relacionado com a subida de pedidos de reapreciação dos exames nacionais.
Entre os mais de 60 mil candidatos, perto de 50 mil entraram no ensino superior, o que representa um aumento de cerca de 6 mil alunos face ao ano passado. O ministro explica que esta subida está relacionada, sobretudo, com a reposição de regras de acesso, alteradas em 2024 pelo Governo Socialista, e não com os pedidos de reapreciação dos exames nacionais.
Eu não penso que isso seja relevante. Aliás, nas reapreciações, aquilo que aconteceu, a taxa dos alunos que subiram a sua classificação foi próxima daquilo que acontecia, foi um bocadinho mais alta, mas é preciso dizer, com este sistema de avaliação que agora temos, acontece algo que não acontecia anteriormente. É que agora nós tivemos alunos que tiveram 9,4, por exemplo, enquanto que nos anos anteriores essa nota não costumava existir. Só por aí é que eu vejo um efeito das reapreciações. A grande mudança é, de facto, passarmos das duas provas mínimas de ingresso para uma prova mínima, que era o que existia até 2024 e por isso os números ficaram alinhados com aquilo que existia em 2024.
Em entrevista à RTP, Fernando Alexandre reconheceu ainda a persistência de desigualdades no acesso ao ensino superior, mas sublinha que o Governo está a criar as condições para que ninguém fique de fora por razões económicas.




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